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Em colapso, setor hoteleiro cobra Ministério do Turismo

Em duas semanas, cerca de 1,4 milhão de pessoas poderão perder emprego

Por Manoel Schlindwein Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 30 jul 2020, 19h05 - Publicado em 19 mar 2020, 10h33

Sem apoio do governo, não restará alternativa ao setor hoteleiro senão o pior cenário. Demissão em massa. São ao menos 1,4 milhão de empregos, entre diretos e indiretos. E já, daqui duas semanas.

“A situação é caótica e, em um espaço curtíssimo de tempo, o setor de turismo estará irremediavelmente comprometido, sob pena de suprimir da economia R$ 31,3 bilhões”, diz Orlando de Souza, presidente do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil.

As entidades avaliam que não se trata de prejuízo local, mas sim da “desarticulação e falência da cadeia turística nacional, que poderá causar consequências permanentes para a economia do país”.

A taxa de hospedagem hoje no país já oscila entre 0% e 15% – no caso, em hotéis próximos a aeroportos. O Brasil conta com cerca de 11 mil hotéis, boa parte deles empresas de médio porte e que, portanto, não seriam beneficiadas pelas medidas anunciadas até agora pelo Planalto.

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O grupo pede ao governo federal a suspensão dos contratos de trabalho dos empregados (uma alternativa ao invés de demiti-los) e o adiamento do recolhimento de tributos federais.

O alerta foi dado ontem ao Ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, por representantes do setor. Na reunião em Brasília, a Associação Brasileira de Resorts, Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil, Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação, Brazilian Luxury Travel Association, Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas, Associação das Empresas de Parques de Diversões do Brasil e União Nacional de CVBx e Entidades de Destinos.

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