Em caso semelhante ao de Temer, vice-prefeita tenta separar suas contas das do titular no TSE
A possibilidade de Michel Temer ter sua campanha dissociada da de Dilma Rousseff pelo TSE está se transformando num exemplo para muitos políticos enrolados Brasil afora. Nesta semana, a vice-prefeita de Nova Lima (região metropolitana de Belo Horizonte – MG), Fatinha Aguiar, pediu que a corte Eleitoral separasse sua campanha da de Cássio Magnani. Atual […]
A possibilidade de Michel Temer ter sua campanha dissociada da de Dilma Rousseff pelo TSE está se transformando num exemplo para muitos políticos enrolados Brasil afora.
Nesta semana, a vice-prefeita de Nova Lima (região metropolitana de Belo Horizonte – MG), Fatinha Aguiar, pediu que a corte Eleitoral separasse sua campanha da de Cássio Magnani.
Atual prefeito, Magnani foi cassado após a chapa derrotada ingressar na Justiça contra abusos por ele cometidos na campanha. Atualmente, ele comanda o município na base de liminares da Justiça.
De acordo com o advogado Flávio Unes, que redigiu as peças que levaram à cassação de Magnani, o ex-prefeito da cidade editou decretos concedendo benefícios a diversas pessoas de Nova Lima com o objetivo de eleger seu sucessor. Entre eles, houve até mesmo a doação de terreno para a igreja.
Para não ficar inelegível com a condenação de toda a chapa, Fatinha, que disputa hoje a prefeitura, quer separar sua campanha da de Magnani.
Como os ministros do TSE sabem que vão ter de enfrentar o tema “separação de campanhas” no caso de Dilma Rousseff e Michel Temer, fingiram que não ouviram os apelos de Fatinha para a separação.
Nenhum deles quer ficar preso a votos antigos quando o caso mais importante vier a ser julgado.
(Atualização – Os advogados de Magnani entraram em contato com o Radar e disseram que o objetivo da ação não é separar a campanha de Fatinha da de Magnani, mas sim da do ex-prefeito da cidade, que junto da dupla também responde à ação. Ainda segundo a defesa, tal tipo separação já é pacificada no TSE.)








