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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

‘É urgente mudar a política de preços da Petrobras’, diz senador petista

Solução não passa por congelamento de preços, mas sim por programa de estabilização que leve em conta custos internos de produção, diz Rogério Carvalho

Por Laísa Dall'Agnol Atualizado em 30 nov 2021, 15h46 - Publicado em 30 nov 2021, 17h30

Autor do projeto que visa criar o programa de estabilização de preços dos combustíveis, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) critica os sucessivos reajustes e defende ser “urgente” a mudança na política de preços da Petrobras.

A proposta, em tramitação no Senado, leva em consideração os custos internos de produção — além dos preços internacionais.

Desde 2016, a Petrobras adota o preço de paridade de importação, segundo o qual os preços de derivados de petróleo nas refinarias são formados a partir das cotações no mercado internacional, acrescidas dos custos internos.

“A Petrobras passou a agir como se fosse uma importadora de derivados de petróleo, embora os produza internamente. Em determinados momentos, os preços na refinaria chegaram a ficar mais elevados do que os preços internacionais, como na greve dos caminhoneiros”, diz Carvalho.

Soma-se a essa questão os seguidos reajustes dos combustíveis, o que contribui, afirma o senador, para a elevação da inflação e para a desaceleração da economia. De acordo com o IBGE, entre janeiro e outubro de 2021 a gasolina e o diesel acumularam alta de quase 40%.

A proposta que está em andamento no Senado, caso aprovada, defende que o preço do litro da gasolina na bomba poderia beirar os 5 reais, enquanto o botijão de gás poderia chegar a 65 reais — redução de 25% em relação aos valores médios atuais. E isso com a manutenção de lucro de 50% da Petrobras, apontam simulações.

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