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Domingo presidencial mantém tradição: golpe, intervenção e nada de máscara

Jair Bolsonaro usa helicóptero (veja vídeo) para confraternizar com golpistas; país tem quase 30 mil brasileiros mortos na pandemia

Por Evandro Éboli, Manoel Schlindwein Atualizado em 31 Maio 2020, 15h42 - Publicado em 31 Maio 2020, 14h06

O belo domingo de sol em Brasília levou bolsonaristas a provocarem aglomerações golpistas mais uma vez em Brasília. Reunidos na praça dos Três Poderes, os aloprados aguardaram a manhã toda pela presença de Bolsonaro, descrito ontem pelo presidente da Câmara como alguém que “desorganiza e gera insegurança”. Novamente, ele foi o protagonista de uma sucessão de radicalismos estranhos à democracia.

Evandro Éboli/VEJA

Com quase 30.000 brasileiros mortos na pandemia, o presidente investiu seu tempo com a tradicional bolha de apoiadores e suas faixas pedindo intervenção militar, fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal – mesmo diante dos apelos de governistas para encerrar esse tipo de cobrança e de um inquérito no STF que apura as afrontas.

Faixa usada por manifestantes hoje em Brasília. Evandro Éboli/VEJA

Não faltou apoio aos ministros Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, e Abraham Weintraub, da Educação. O primeiro é alvo de um pedido do ministro Celso de Mello para que suas trapalhadas sejam motivo para um enquadramento na Lei de Segurança Nacional, enquanto que o segundo foi alvo da Polícia Federal na sexta-feira, dentro de um inquérito criminal que apura fake news e ameaças ao STF.

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Revista policial em manifestação nesta manhã em Brasília. Evandro Éboli/VEJA

Bolsonaro resolveu incrementar sua aparição neste último dia do mês de maio e carrega-la de simbolismo. Ao invés de se deslocar até o local das manifestações de carro ou do helicóptero que serve a presidência, o chefe do executivo optou por um helicóptero do Exército – e ainda fez questão de fazer diversos sobrevoos, para delírio de seus seguidores.

Faixa com dizeres a favor de armas e apoio ao presidente. Evandro Éboli/VEJA

Selfies, camisetas da Seleção Brasileira, fogos de artifício, cornetas e, claro, nada de máscaras. Mais uma vez, Jair Bolsonaro não usou aquilo que o decreto 40.648 do Distrito Federal determina, o uso obrigatório de máscaras como ação preventiva ao coronavírus. Será que o presidente, como qualquer outro cidadão, será enquadrado? As penalidades incluem detenção e multa de 2.000 reais.

https://youtu.be/kd1wCzhMUQA

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