ASSINE VEJA NEGÓCIOS
Imagem Blog

Radar

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Daniel Gullino, Gabriel Sabóia, João Nogueira e Marcelo Ribeiro. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Documentos levados por CEO da Americanas a CPI mostram raio X da fraude

Antiga diretoria atuou com bancos e auditoras para esconder soma bilionária em operações de crédito dos balanços

Por Nicholas Shores Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 jun 2023, 18h08 | Atualizado em 15 Maio 2024, 23h54
Documentos levados por CEO da Americanas a CPI mostram raio X da fraude Priorizar nos meus resultados Google

E-mails e mensagens de WhatsApp exibidos na CPI da Americanas pelo atual CEO da empresa, Leonardo Coelho Pereira, mostram um raio X da atuação de executivos para fraudar documentos e omitir do mercado um rombo bilionário, cultivado à margem dos balanços.

O conluio envolveu bancos credores da varejista e as empresas de auditoria PwC e KPMG, que mudaram relatórios para ajudar a Americanas a esconder de investidores a crescente dívida com uma operação de crédito conhecida como risco sacado.

Em 19 de setembro de 2017, o então diretor financeiro da B2W, Fábio Abrate, escreveu para uma série de executivos do grupo da Americanas que o Itaú havia aprovado uma redação suavizada da carta de circularização entregue a auditores com os débitos da empresa. 

Continua após a publicidade

No trecho em questão, o banco aceitou tocar a palavra “sacados” por “emitidos” ao falar de recebíveis que adquiriu de fornecedores do grupo da Americanas – dificultando, assim, a compreensão de que se tratavam de operações de risco sacado.

“Parabéns a todos os envolvidos”, completou Abrate no e-mail.

Continua após a publicidade

ATUALIZAÇÃO, 19h50: O Itaú enviou ao Radar o seguinte registro sobre os fatos revelados pelo CEO da Americanas na CPI: “O Itaú Unibanco esclarece que as cartas de circularização, que são instrumento de apoio aos trabalhos de auditoria, até 2017 traziam o saldo integral das operações de antecipação contratadas por fornecedores, denominadas “risco sacado”.

A partir de 2018, após discussões de mercado, a carta de circularização foi restringida para refletir apenas as operações contratadas diretamente pela Americanas, com a exclusão do saldo das operações de antecipação contratadas por fornecedores.

Continua após a publicidade

Por outro lado, como medida de transparência, foi adicionado o parágrafo que alertava para a realização de operações de antecipação de recebíveis emitidos contra a Americanas, permitindo que as empresas de auditoria conhecessem sua existência e questionassem sobre seu saldo, caso necessário.

O Itaú reforça que a elaboração das demonstrações financeiras é responsabilidade exclusiva da companhia e de seus administradores. É leviano atribuir a terceiros a responsabilidade pela fraude, confessada pela companhia ao mercado no dia de hoje.”

Continua após a publicidade

Antes disso, em 10 de julho de 2017, o então diretor de lojas físicas, logística e tecnologia da companhia, Timotheo Barros, havia perguntado a Abrates sobre o conteúdo das cartas de circularização dos credores da Americanas. 

“Boa tarde! Fabio como estamos com os bancos para retirar das cartas a info das operacoes com fornecedores. Vida/Morte para nós”, escreveu Barros pelo WhatsApp.

Continua após a publicidade

Os documentos exibidos por Pereira a partir do banco de dados da Americanas também revelaram que a antiga diretoria gerou versões diferentes de balanços financeiros da empresa para divulgação pública e para consumo interno, com contabilidade mais fidedigna à existência de um rombo, mas mantida em segredo.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos. Ao lado, um ícone de árvore verde-claraMão segurando um smartphone com tela exibindo um aplicativo de notícias e produtos. À esquerda, texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. Fundo verde escuro com ícone de árvore à direita
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Essencial

O mercado não espera — e você também não pode!
Com a Veja Negócios Digital, você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Veja Negócios impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Premium
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).