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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Disputa pelo Senado no Rio tem congestionamento de caciques

Sobram postulantes para a única vaga em disputa nas eleições deste ano; seis políticos disputam espaço nas duas chapas favoritas no momento

Por Lucas Vettorazzo Atualizado em 12 jan 2022, 19h19 - Publicado em 13 jan 2022, 10h30

A única vaga ao Senado em disputa nas eleições deste ano já provoca uma espécie de engarrafamento de caciques no Rio de Janeiro. É que nas duas chapas mais bem colocadas neste momento ao governo do estado há mais postulantes ao Senado do que vaga disponível.

Na chapa do governador Cláudio Castro (PL), que tentará a reeleição com o apoio do presidente Jair Bolsonaro e da sua família, o concorrente ao Senado deverá ser o ex-jogador Romário Faria (PL), que tentará se reeleger por mais oito anos.

Romário tem a promessa de apoio do presidente Bolsonaro, apesar de nos bastidores vários caciques do Rio já indicarem que talvez o governador, que tenta criar um amplo leque de alianças para as eleições, terá que oferecer à vaga a um partido que não seja o seu, algo que Romário rejeita.

Outros personagens importantes da política do Rio também tentarão disputar a vaga com o apoio do presidente ou do governador, caso de Marcelo Crivella (Republicanos). Crivella é próximo a Bolsonaro e já mandou avisar no seu partido que o seu desejo é tentar à vaga em outubro deste ano.

Outro que vai embolar a disputa na base de apoio de Castro e Bolsonaro é o prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (MDB). Reis diz fazer parte do projeto de reeleição do governador, apesar de já ter rezado a cartilha de Lula quando o PT tinha o domínio eleitoral da Baixada Fluminense, perdido nas eleições de 2018.

Por fim, o deputado e pastor evangélico Otoni de Paula, atualmente no PSC, tem dito a interlocutores que recebeu convite do PTB de Roberto Jefferson para disputar à cadeira e que tem interesse nisso. Parte do seu eleitorado é o mesmo do de Romário e de Crivella. Como os interesses desses quatro atores irão se acomodar em torno de uma única vaga, poucos arriscam a dizer no Rio ainda.

No outro espectro, problema semelhante ocorre na chapa do deputado Marcelo Freixo, que tentará se eleger governador pelo PSB e que figura na dianteira das pesquisas eleitorais divulgadas até agora. O deputado Alessandro Molon, também do PSB, pretende disputar a uma vaga ao Senado na mesma chapa de seu colega de oposição, o que políticos do Rio dizem nos bastidores ser improvável, dado que apesar de se sair bem nas pesquisas, Freixo ainda tem dificuldade de montar um arco de alianças para além de seu espectro ideológico.

Espera-se que Freixo receba o apoio do presidente Lula na sua tentativa de eleição ao governo do Rio. Não se sabe ainda, contudo, se ele será o único candidato do presidenciável no estado e como será a composição da chapa– caciques esperam a decisão da federação em discussão entre os partidos de esquerda para bater o martelo.

Nessa mesma chapa ainda existe a possibilidade de que o candidato ao Senado seja o atual presidente da Assembleia do Rio, André Ceciliano, o principal articulador político de Lula no estado. Ele gostaria de disputar à vaga, mas tem dito que poderia deixar de concorrer em nome de uma composição com outros partidos, algo que Molon– seu principal concorrente no campo progressista– ainda não falou abertamente.

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