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Deputado-príncipe se queixa ao bispo sobre visita de Lula ao Papa

Orleans e Bragança cobra explicações do Vaticano e diz que encontro macula imagem da Igreja ao receber "notório comunista" e condenado

Por Evandro Éboli Atualizado em 7 fev 2020, 16h41 - Publicado em 7 fev 2020, 15h22

O deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança, aliado de Bolsonaro, enviou um ofício ao arcebispo Giovanni D’aniello, da Nunciatura Apostólica em Brasília — a representação do Vaticano aqui –, cobrando explicações sobre a visita que Lula fará ao Papa Francisco na próxima quarta-feira.

Um dos incômodos do deputado-príncipe é que Lula, além de condenado em instâncias superiores, é também, segundo ele, um “notório comunista”.

“Indago, respeitosamente, se Sua Santidade não teme pela imagem da Santa Igreja ao apoiar abertamente notórios comunistas brasileiros que, comprovadamente, cometeram graves crimes. Questiono, ainda, quanto à legitimidade dessa visita e os efeitos negativos que poderão acarretar ao povo e às instituições brasileiras”, escreveu Orleans e Bragança no encerramento do ofício.

O arcebispo Giovanni é italiano e núncio apostólico no Brasil desde 2012, nomeado pelo Papa Bento XVI. No decorrer do texto, o deputado sugere que a Santa Sé tenha alguma dívida por algum benefício alcançado no governo Lula, o popular rabo preso.

“Sem querer especular se há qualquer obrigação que a Santa Sé tenha contraído com o condenado no passado, quando ocupava a Presidência do Brasil, ao recebê-lo representará a impunidade e desrespeito às instituições brasileiras. Essa é a prática reiterada pelo condenado e pela organização criminosa que ele dirige. O partido (PT), assim como o condenado, promovem ideologia socialista e objetivos comunistas abertamente há várias décadas”.

Orleans e Bragança escreve ser público que a Igreja Católica no Brasil apoia sistematicamente Lula e seus aliados nas eleições.

“Fica a dúvida da missão da Igreja como braço político militante de qualquer ideologia. Fica também a dúvida se houve mudança nos valores tradicionalmente defendidos pela Igreja ou se esses foram redefinidos lentamente pela ideologia comunista”.

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