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Delatora revelou como funcionavam “manobras fraudulentas” nas Americanas

Segundo Flávia Carneiro, dados da companhia foram ajustados para adequar os resultados às expectativas de mercado, elevando valor das ações

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 27 jun 2024, 23h15 - Publicado em 27 jun 2024, 14h52

A operação deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta para prender dois ex-diretores das Lojas Americanas é estruturada em uma série de provas colhidas no curso das investigações da fraude bilionária na rede varejista.

Além de quebras de sigilo, de perícias em equipamentos eletrônicos e do cruzamento de dados fornecidos pela rede varejista, os investigadores contaram com a delação de Flávia Carneiro para chegar ao que pode ser a estrutura da ação criminosa na companhia.

Segundo a delatora relatou aos investigadores, as “manobras fraudulentas” iniciavam-se com a equipe de Relações com Investidores preparando um arquivo denominado “Verdes e Vermelhos”, que fazia parte de um “kit de fechamento trimestral”.

O documento, segundo Flávia, “era onde constava a expectativa de crescimento por parte dos analistas de mercado. Quando essas expectativas não eram atingidas, a Diretoria alterava os resultados ‘para não frustrar as expectativas do mercado'”, registra a decisão judicial que autorizou os mandados nesta quinta.

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“Pelo teor da representação, a conversa entre a colaboradora Flávia e um dos Investigados, Carlos Eduardo Rosalba Padilha, ocorrida no dia 20/04/2018, confirma que uma das estratégias do grupo era incrementar os números reais para que ficassem próximos do que era esperado pelo mercado”, segue registrando a decisão judicial.

Além da ex-responsável pela Controladoria da empresa, o ex-executivo Marcelo Nunes fechou delação com o MPF.

Flávia diz que entrou na companhia em 2007 e desde essa época já havia ações irregulares. “De uma forma bastante sintética, é possível afirmar que a maioria das fraudes praticadas tinha dois objetivos. De um lado, um conjunto de manobras fraudulentas foi marcado pela inserção de receitas fictícias no balanço da empresa, bem como o uso de outros expedientes para maquiar os resultados. De outro lado, um outro conjunto de operações foi realizado para gerar caixa, de forma a impedir que o primeiro grupo de manobras fraudulentas fosse descoberto, mas não foi incluído nos demonstrativos contábeis ou foi incluído com informações insuficientes, disfarçando a real dívida da empresa”, dizem os investigadores no despacho enviado ao juiz.

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