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Dados da Câmara atestam fracasso da agenda econômica em 2020

Ao longo de todo o ano, a Câmara votou apenas 21 projetos relacionados a medidas econômicas

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 dez 2020, 09h32

De Rodrigo Maia a Jair Bolsonaro passando por Paulo Guedes, Rogério Marinho e tantos outros… Em 2020, todos os políticos concordaram que a agenda econômica era prioridade das prioridades no Parlamento para fazer o país superar os desafios e voltar a crescer. Com o ano praticamente no fim, os dados da Câmara mostram a diferença entre discurso político e realidade em Brasília. Num ano marcado por disputas de poder e interesses pessoais tanto de opositores quanto de aliados do Planalto, a pauta econômica ficou em vergonhoso quarto lugar na lista de temas mais votados na Casa.

Em 2019, os deputados destinaram maior energia na votação de projetos voltados para as áreas de política e administração pública. Foram 401 matérias aprovadas. No caso das propostas econômicas, foram apenas 22 matérias votadas, o que deixou a economia em décimo lugar na lista de prioridades dos parlamentares durante as votações.

Em 2020, com a necessidade de acelerar as votações de reformas econômicas que pudessem pavimentar a chegada de capital externo, o cenário pouco mudou. Com a pandemia, a Câmara votou ainda menos projetos ao longo do ano, com destaque novamente para as 85 propostas ligadas a política e administração pública. Na área econômica, foram apenas 21 matérias votadas ao longo do ano, um vergonhoso quarto lugar na lista de prioridades dos parlamentares.

Em segundo lugar na lista de votações da Câmara nesse ano, a saúde teve 40 matérias aprovadas tendo, na sequência, o tema direitos humanos, que foi o objeto central de 27 projetos aprovados.

Maia lutou para manter a agenda da Casa focada nas questões essenciais do país, mas foi atrapalhado pela pandemia e por um governo focado em destruir inimigos políticos. Seu desejo de conquistar mais um mandato no comando da Casa, diga-se, também contribuiu para o clima de confronto e indefinição nas votações.

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