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Bolsonaro manda cavar ‘poço profundo’ no Palácio do Planalto

A obra vai custar 158.000 reais

Por Hugo Marques Atualizado em 5 Maio 2020, 13h23 - Publicado em 5 Maio 2020, 10h05

O presidente mandando a sede do governo cavar um poço, depois de atos golpistas e outros escândalos, parece até piada pronta. Jair Bolsonaro, no entanto, autorizou a Secretaria Especial de Administração da Presidência da República a contratar empresa para perfurar o solo no Palácio do Planalto em busca de água.

A obra vai custar 158.000 reais. Os custos incluem os “serviços de perfuração de poço tubular profundo, fornecimento e instalação de bomba submersa, instalações elétricas, sistema hidráulico e impermeabilização de reservatório de água que já existe no subterrâneo do palácio, com capacidade para 600.000 litros”.

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Trata-se de um poço artesiano com mais de 100 metros de profundidade. A equipe da Secretaria-Geral convenceu Bolsonaro a cavar o poço diante de suposta “escassez de água potável para consumo humano e de saneamento básico”.

A Presidência da República pretende diminuir o consumo de água potável, utilizando a água do poço “para usos menos nobres”, como a irrigação de gramados.

“Considerando o grande volume de água bruta a ser reservada e a área onde se pretende instalar o sistema, importante centro político e histórico do Brasil, propõe-se a utilização do reservatório subterrâneo existente (que tem capacidade de aproximadamente 600.000 litros) do sistema de reuso do Palácio do Planalto, o que evitaria grandes obras no rico complexo arquitetônico”, justifica a Presidência.

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