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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Banco nacional de DNA chega a 120 mil amostras após receber R$ 150 milhões

No fim de 2014, a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos — criada no ano anterior — tinha 2.584 itens; em 2018, eram 18.080

Por Gustavo Maia Atualizado em 25 out 2021, 10h51 - Publicado em 25 out 2021, 12h30

Ferramenta eficiente para auxiliar na elucidação de crimes, a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos uma espécie de banco nacional de DNA acaba de atingir a marca de 120 mil amostras.

A quantidade atual representa um aumento de 563% em relação à do fim de 2018, quando havia 18.080 perfis cadastrados. Desde 2019, o Ministério da Justiça e Segurança Pública destinou cerca de 150 milhões de reais em investimentos para a RIBPG — sendo mais de 80 milhões só no ano passado.

Os repasses serviram para adquirir insumos, como kits de coleta de DNA (de condenados e de familiares de pessoas desaparecidas), equipamentos para os laboratórios e para perícia em local de crime, além de capacitações, incluindo especializações de peritos criminais na Academia Nacional de Polícia.

Criado em decreto de 2013, o banco tinha 2.584 perfis ao fim do ano seguinte, 4.806 em 2015, 7.523 em 2016, 10.769 em 2017 e 18.080 em 2018. Ao fim de 2019, a quantidade de amostras saltou para 70.280, e cresceu para 91.902 em 2020. O número mais recente, deste ano, é de 120.016 materiais genéticos.

O banco nacional de DNA tem sido usado para dar respostas à famílias de pessoas desaparecidas. Só nos últimos quatro meses, 40 restos mortais de desaparecidos foram identificados e uma pessoa foi encontrada viva pela família.

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