Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês
Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Bancada evangélica volta a cobrar explicações de Milton Ribeiro

Deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) diz que colegiado acredita na idoneidade do ministro da Educação, mas que é preciso 'mais esclarecimentos'

Por Laísa Dall'Agnol Atualizado em 23 mar 2022, 19h16 - Publicado em 23 mar 2022, 18h24

A bancada evangélica na Câmara voltou a cobrar explicações do ministro da Educação, Milton Ribeiro. A situação do chefe do MEC está delicada desde o início da semana, quando foram divulgados áudios, pela Folha, nos quais o ministro admite privilegiar um grupo de pastores na partilha de recursos do ministério — e que faz isso a pedido de Jair Bolsonaro.

O presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), declarou que a “ampla maioria” do grupo tem fé na idoneidade do ministro e que, pela gravidade do conteúdo publicizado, Ribeiro deve prestar mais esclarecimentos.

“Acreditamos no amplo direito à defesa, que no estado democrático de direito é um direito assegurado a todo cidadão brasileiro, inclusive aos envolvidos nos áudios (…) entretanto, acreditamos que os áudios são sérios, que precisam ser esclarecidos, principalmente pelo ministro”, disse o deputado na tarde desta quarta.

Durante reunião da Frente, na terça, deputados se mostraram insatisfeitos com a nota divulgada pelo ministro, na qual Ribeiro negou ter tido qualquer interferência na distribuição de verbas da sua pasta, afirmando, inclusive, que Bolsonaro não atuou de forma a beneficiar nenhuma parte envolvida no recebimento de recursos.

O ministro ainda se defendeu dizendo que a alocação de recursos federais segue a legislação orçamentária e os critérios técnicos do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação, sendo assim, “impossível” ter havido qualquer interferência da sua parte.

As explicações de Ribeiro, disse Sóstenes nesta quarta, são “insuficientes” — o parlamentar solicitou, em nome da Frente, que o ministro escolha outra maneira de se pronunciar sobre as “graves denúncias”, de forma a esclarecer todos os fatos.

O deputado defendeu, ainda, que sejam acionados os órgãos de controle competentes, como a Controladoria-Geral da União e o Ministério Público Federal, e que, caso sejam encontrados indícios dos envolvidos, que a Polícia Federal também seja acionada.

“Se qualquer dos envolvidos praticou atos ilícitos, deverão ser punidos tal qual o rigor da lei brasileira, sem nenhum tipo de complacência. Não seremos complacentes caso fique comprovado, depois do devido processo legal, atos ilegais de quem quer que seja. Não é um, dois ou três pastores que irão manchar a imagem e os brilhantes serviços de centenas de pastores deste país”, disse o deputado.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)