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A resposta de Bolsonaro a Barroso após fala sobre urnas eletrônicas

Ex-presidente do TSE afirmou em evento que teve de impedir o 'retrocesso' que seria a volta do voto impresso com contagem pública manual

Por Laísa Dall'Agnol Atualizado em 29 jun 2022, 09h20 - Publicado em 26 jun 2022, 22h27

O presidente Jair Bolsonaro (PL) rebateu as declarações do ex-presidente do TSE Luís Roberto Barroso a respeito das urnas eletrônicas e do voto impresso no Brasil e afirmou que o ministro “mente descaradamente”.

Em evento no último sábado em Oxford, na Inglaterra, Barroso afirmou que, no período em que presidiu a Corte eleitoral — entre 2020 e 2022 –, teve de “oferecer resistência aos ataques contra a democracia” e impedir o “abominável retrocesso” que seria a volta do voto impresso com contagem pública manual.

O magistrado foi interrompido por dois participantes da palestra, que disseram ser “mentira” que os críticos das urnas pedem contagem manual.

“O Barroso, lamentavelmente, é difícil falar isso aí, não é nada pessoal, mas o Barroso mente descaradamente nessas questões. É uma mentira, a gente não admite em lugar nenhum”, disse Bolsonaro na noite deste domingo em entrevista ao Programa 4 por 4.

O presidente disse ainda que Barroso apoiou o “voto impresso ao lado da urna” em 2017 — o que é diferente de contagem manual pública de votos — e queixou-se de o Congresso, neste ano, não ter aprovado a iniciativa. Os parlamentares favoráveis à medida não conseguiram reunir o mínimo necessário de 308 votos.

Bolsonaro voltou a repetir o discurso que sistematicamente faz sobre as eleições de 2018 e disse que há “detalhes” que mostram que sua vitória deveria ter sido consagrada no primeiro turno.

“Eu queria abrir certos detalhes sobre por que eu não ganhei no primeiro e ganhei no segundo. Mas não vou abrir pra vocês, é uma questão que está bem estudada, bem pronta pra ser divulgada. Mas nós queremos mostrar ao mundo todo o que aconteceu naquele momento”, disse Bolsonaro, sem dar maiores informações.

Em tom de ameaça, disse que aceitou “humilhações” e que, um dia, poderá dar um “ponto final” aos “ataques”.

“Eu não fiz nenhum ataque à democracia, muito pelo contrário. Aceitei até humilhações por parte do STF (…) Mas a gente vai sendo atacado 24 horas por dia, e um dia pode ter um ponto final. Porque a opinião pública tá mais do que sabedora de como alguns do Supremo agem. Essa questão do Barroso, parece que ele está sendo obrigado a falar isso (…) Porque ele não se cansa de mentir.”

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