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WhatsApp pode perder seu segundo Natal

Sistema de pagamentos da empresa passa por uma série de problemas e negócio patina

Por Josette Goulart Atualizado em 1 out 2021, 16h52 - Publicado em 1 out 2021, 16h50

Era ainda o primeiro semestre de 2020 quando o  WhatsApp lançou com pompa e circunstância seu sistema de pagamentos via aplicativo, que prometia ser uma tremenda revolução no mercado e uma das principais fontes de receita da empresa. O primeiro problema veio a galope: o Banco Central mandou parar tudo até fazer uma avaliação e aprovar o sistema.  Quase um ano depois, o Banco Central liberou uma parte do arranjo, o P2P – a transferência de pessoa física para pessoa física. A aprovação foi em março, mas o WhatsApp só disponibilizou o recurso dois meses depois. Veio o segundo problema: não foi exatamente um sucesso de público. As pessoas ficaram com medo de golpes por acreditar que estariam se expondo se colocassem seus dados bancários no WhatsApp. A empresa teve então que começar uma intensa campanha para explicar que os golpes só acontecem se a própria pessoa passar informações para golpistas ou não acionar os esquemas de segurança do próprio aplicativo.

E agora ainda tem o terceiro problema: a demora do Banco Central em aprovar o uso do Payments do WhatsApp para empresas. Ou seja, um ano e três meses depois do primeiro lançamento ainda não é possível comprar produtos pelo WhatsApp e pagar diretamente com o sistema. Oficialmente, o WhatsApp diz que espera que o lançamento aconteça nos próximos meses. A expectativa é de que assim que o BC aprove, o sistema esteja no ar em menos de 30 dias. Mas o diretor geral do Facebook, Conrado Leister, disse nesta sexta-feira, 01, a jornalistas, que o sistema para empresas não deve ser lançado neste ano. Isso significa que o WhatsApp, que pertence ao Facebook, perderá seu segundo Natal consecutivo. 

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