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Vinícolas culpam programas sociais por acusação de trabalho escravo

‘Há larga parcela da população com plenas condições produtivas e encontra-se sobrevivendo através de um sistema assistencialista’, escreve entidade

Por Victor Irajá 28 fev 2023, 11h34 | Atualizado em 4 jun 2024, 10h27
Vinícolas culpam programas sociais por acusação de trabalho escravo Priorizar nos meus resultados Google

Depois do resgate de mais de 200 trabalhadores em um alojamento em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, submetidos a trabalho análogo à escravidão durante a colheita da uva para uma empresa, a Oliveira e Santana, que prestava serviço para vinícolas como a Aurora, a Cooperativa Garibaldi e a Salton, a entidade que representa as empresas, o Centro da Indústria e Comércio de Bento Gonçalves (CIC-BG), emitiu um posicionamento deplorável colocando na conta de programas sociais a culpa pelas criminosas condições nas quais os funcionários se encontravam.

“Situações como esta, infelizmente, estão também relacionadas a um problema que há muito tempo vem sendo enfatizado e trabalhado pelo CIC-BG e poder público local: a falta de mão de obra e a necessidade de investir em projetos e iniciativas que permitam minimizar este grande problema”, começa a justificativa mambembe. “Há uma larga parcela da população com plenas condições produtivas e que, mesmo assim, encontra-se inativa, sobrevivendo através de um sistema assistencialista que nada tem de salutar para a sociedade”, pasme o leitor, encerra o texto.

No mesmo posicionamento, a entidade afirma que “é fundamental resguardar a idoneidade do setor vinícola, importantíssima força econômica de toda microrregião” e que “é de entendimento comum que as vinícolas envolvidas no caso desconheciam as práticas da empresa prestadora do serviço sob investigação e jamais seriam coniventes com tal situação”. A Justiça responderá à última questão.

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