Vale-refeição dura apenas nove dias no Brasil, diz pesquisa
Trabalhador já desembolsa R$ 589, valor superior aos R$ 583,75 creditados, em média, pelas empresas, mostra levantamento da Pluxee
O vale-refeição passou a cobrir apenas nove dias úteis por mês no primeiro semestre de 2026, ante dez dias em 2025. Segundo levantamento da Pluxee, a duração média do benefício encolheu 4,4% no período.
Quando o saldo acaba, o trabalhador precisa colocar do próprio bolso mais do que recebeu da empresa. O desembolso adicional chegou a R$ 589 mensais, equivalente a 101% do crédito médio de R$ 583,75.
O aperto resulta do descompasso entre o reajuste do benefício e o custo da alimentação. Enquanto o valor médio da refeição avançou 4,3%, para R$ 44,69, o crédito concedido pelas empresas aumentou apenas 1,5%.
A perda de poder de compra vem de longe. Em 2019, o vale-refeição durava, em média, 18 dias úteis. A cobertura caiu para 13 dias em 2022, 11 em 2023, dez em 2024 e 2025 e, agora, nove dias.
A situação é ainda mais crítica em Roraima, onde o saldo dura seis dias, e no Maranhão, sete. Na outra ponta, Minas Gerais aparece com 13 dias, enquanto Rio de Janeiro e São Paulo registram 12.
O levantamento também mostra que pedir comida por aplicativos pesa mais no orçamento: o gasto médio por transação é de R$ 58,61, contra R$ 43,44 em restaurantes e lanchonetes. A Pluxee não detalhou no material divulgado o tamanho da amostra analisada.






