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Vale, por meio da Case, puxa debate sobre carbono

Fórum em São Paulo discute a regulamentação do mercado brasileiro de emissões; país pode gerar 370 milhões de toneladas de créditos até 2030

Por Machado da Costa Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 30 jun 2026, 11h00
Vale, por meio da Case, puxa debate sobre carbono Priorizar nos meus resultados Google

A Vale quer assumir papel mais ativo na construção do mercado brasileiro de carbono. Na próxima quarta-feira, 1º de julho, a mineradora promove em São Paulo, por meio da iniciativa CASE, um fórum com representantes do governo e do setor privado para discutir os próximos passos da regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões, o SBCE.

O encontro ocorre em um momento estratégico. O Brasil já aprovou a lei que institui o mercado regulado de carbono, mas ainda precisa transformar a estrutura legal em regras operacionais capazes de dar segurança a empresas, investidores e compradores de créditos. A aposta é que o país consiga destravar uma oportunidade bilionária: segundo estimativas do setor, o Brasil tem potencial para gerar cerca de 370 milhões de toneladas de créditos de carbono até 2030.

Para a Vale, o tema deixou de ser apenas uma agenda ambiental e passou a integrar a discussão sobre competitividade industrial. A mineração está entre os setores que terão de acelerar sua descarbonização nos próximos anos, tanto por pressão regulatória quanto por exigência de clientes e investidores globais.

“O Brasil reúne condições únicas para se destacar no mercado global de carbono, com sua biodiversidade e o crescente interesse por soluções baseadas na natureza e renováveis”, afirma Camilla Lott, diretora de Sustentabilidade Corporativa da Vale. Segundo ela, “setores industriais estratégicos como a mineração também têm papel relevante nesse processo, tanto por meio da redução de emissões em suas operações quanto pelo desenvolvimento de tecnologias e projetos voltados à descarbonização e à geração de créditos de carbono”.

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O evento é realizado em parceria com a International Emissions Trading Association, entidade global dedicada ao desenvolvimento de mercados de carbono, e conta com apoio da B3. A CASE reúne, além da Vale, Bradesco, Itaúsa, Itaú Unibanco, Marcopolo, Natura e Nestlé, em uma articulação empresarial voltada a fortalecer a presença do setor privado brasileiro na agenda climática internacional.

A movimentação também mira um mercado em expansão. Em 2024, o mercado global de carbono movimentou US$ 102 bilhões. Para o Brasil, a diferença entre capturar uma fatia relevante desse volume ou ficar à margem dependerá da velocidade e da qualidade da regulamentação. Para a Vale, entrar cedo nessa conversa é uma forma de tentar influenciar as regras de um mercado que pode afetar diretamente o custo, a reputação e a competitividade de grandes emissores industriais.

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