ASSINE VEJA NEGÓCIOS
Imagem Blog

Radar Econômico

Por Machado da Costa Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças

TikTok prepara financeira para assumir crédito de compras no Brasil

ByteDance criou braço financeiro no país e contratos do TikTok Shop já abrem caminho para que empresas do próprio grupo concedam os empréstimos

Por Machado da Costa Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 ago 2026, 12h06 | Atualizado em 8 ago 2026, 12h36
TikTok prepara financeira para assumir crédito de compras no Brasil Priorizar nos meus resultados Google

 

O TikTok está preparando o terreno para financiar diretamente as compras feitas dentro do TikTok Shop no Brasil. A ByteDance, dona da plataforma, criou uma empresa financeira no país e busca no Banco Central autorização para conceder crédito com recursos próprios. Enquanto o aval não vem, o grupo já colocou em operação o TikTok Parcelado, produto que permite dividir compras em até 12 vezes.

Hoje, os empréstimos são formalmente concedidos pela QI Sociedade de Crédito Direto, instituição autorizada pelo Banco Central. A Pipo Brasil, empresa do ecossistema da ByteDance, atua como intermediária da operação. É ela que coleta dados dos clientes, faz uma análise preliminar de risco, administra a interface do produto e apresenta ao consumidor a proposta de crédito da QI.

A estrutura, no entanto, já foi desenhada para permitir uma mudança de mãos. Nos termos do TikTok Parcelado que entraram em vigor em julho, o consumidor concorda expressamente que as operações de crédito possam ser delegadas, subcontratadas e até prestadas por afiliadas do próprio TikTok. A cláusula cria a avenida contratual para que uma empresa do grupo passe a conceder o financiamento hoje fornecido pela QI.

Continua após a publicidade

Há também uma peça societária que ajuda a revelar o plano. Além da Pipo Brasil Instituição de Pagamento, a ByteDance constituiu no país a PIPO Brasil Fintech Ltda., uma empresa separada, controlada pela PIPO Fintech, de Singapura. O movimento ocorre enquanto o grupo tenta obter justamente a licença necessária para atuar diretamente no crédito brasileiro.

Em março, a Reuters revelou que o TikTok apresentou ao Banco Central pedidos para duas autorizações. Uma delas permite atuar como emissor de moeda eletrônica. A outra é para funcionar como Sociedade de Crédito Direto, a SCD, modelo regulatório que permite a uma fintech emprestar recursos próprios sem captar depósitos do público.

Continua após a publicidade

Desde então, o projeto saiu do papel. O TikTok Parcelado entrou em operação em julho e os termos do serviço mostram que a ByteDance já ocupa uma posição central no fluxo financeiro. Quando uma compra financiada é aprovada, o consumidor emite uma Cédula de Crédito Bancário em favor da QI. Os recursos são então transferidos à ByteDance Brasil, que faz a liquidação da venda para o lojista. A Pipo ainda pode cobrar do vendedor uma taxa própria, o MDR, sobre cada transação financiada.

O controle exercido pela Pipo vai além do processamento. Os documentos do TikTok estabelecem que o limite disponibilizado ao consumidor pode ser revisto pela empresa e volta a ficar disponível à medida que as parcelas são quitadas. A companhia também concentra a interface do produto e o primeiro atendimento aos clientes do parcelado.

Continua após a publicidade

O desenho brasileiro encontra precedente dentro do próprio grupo. Na Malásia, a ByteDance já oferece o TikTok PayLater por meio da PIPO Fintech local. O produto permite parcelar compras no TikTok Shop em até 12 meses e é fornecido diretamente pela empresa financeira ligada ao grupo.

Com uma licença de SCD no Brasil, a ByteDance teria condições regulatórias de avançar na mesma direção. Em vez de depender de uma instituição financeira parceira para originar o crédito, poderia colocar uma empresa do próprio grupo em uma das etapas mais valiosas da operação do TikTok Shop: o financiamento do consumidor.

Continua após a publicidade

O movimento acrescenta uma nova dimensão à disputa do TikTok com Mercado Livre, Shopee e outros gigantes do comércio eletrônico. A plataforma entrou no Brasil apoiada em sua enorme audiência e na capacidade de transformar vídeos e transmissões ao vivo em vendas. Agora começa a construir também as engrenagens financeiras necessárias para capturar uma parcela maior do dinheiro que circula em cada compra.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional da Editora Abril. À esquerda, um selo laranja com CHEGOU O 9.9 e 80% OFF, e um botão APROVEITE A OFERTA AGORA. Ao centro, texto Na Editora Abril os números se alinharam para você ler as melhores revistas do Brasil por um preço simbólico e capas de revistas como Veja, Quatro Rodas, Saúde e Claudia. À direita, uma mulher sorridente com cabelo castanho, vestindo camisa bege, segura um cartão dourado. No canto superior direito, um ícone de árvore e uma faixa laranja diagonal com ASSINATURA LEIA 15 MARCAS
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Básico

O mercado não espera — e você também não pode!
Com a Veja Negócios Digital, você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
OFERTA 9.9

Revista em Casa + Digital Premium

Veja Negócios impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 10,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$71,88, equivalente a R$5,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).