Terras de R$ 279 mi vão a leilão com lance inicial de R$ 1 mil na Bahia
Áreas pertencem à massa falida da WBS, empresa de engenharia que entrou em recuperação judicial em 2012 e teve a falência decretada em 2017
Duas áreas pertencentes à massa falida da WBS Gerenciamento e Empreendimentos, empresa baiana que atuava no setor de engenharia, chegaram à terceira fase de leilão judicial com lance inicial simbólico de R$ 1 mil.
Os imóveis ficam em Belmonte, no sul da Bahia, somam 26 hectares e foram avaliados, em conjunto, em R$ 279,25 milhões. O maior deles tem 20 hectares e avaliação de R$ 214,8 milhões. O segundo, de 6 hectares, foi estimado em R$ 64,4 milhões.
O pregão é conduzido pela Positivo Leilões no âmbito do processo de falência da WBS, que tramita na 1ª Vara Empresarial de Salvador. Depois de duas etapas sem interessados — a primeira pelo valor integral da avaliação e a segunda com desconto —, o certame entrou na terceira praça nesta terça-feira (7), permitindo lances a partir de qualquer valor.
A pechincha, porém, vem com ressalvas. O lance inicial de R$ 1 mil não significa que os imóveis serão automaticamente vendidos por esse preço. Como se trata de alienação judicial em processo de falência, a proposta vencedora ainda precisa passar pelo crivo da Justiça, que pode avaliar se o valor atende aos interesses da massa falida e dos credores.
O edital também mostra que os imóveis carregam um histórico pesado de ônus. Há hipoteca em favor do Itaú, indisponibilidades de bens ligadas à Fazenda Nacional, penhoras e registros envolvendo fundos de investimento em direitos creditórios, incluindo o BVA Master II. Embora o próprio edital afirme que o arrematante não sucede nas obrigações do devedor, esse histórico ajuda a explicar por que um ativo avaliado em quase R$ 280 milhões no papel chega à terceira praça sem comprador.
A WBS entrou em recuperação judicial em 2012, teve plano homologado em 2013, mas não conseguiu cumprir as obrigações assumidas. Em 2017, a Justiça decretou a falência da companhia, apontando que os credores não haviam recebido seus créditos e que a empresa já não demonstrava condições financeiras de se manter em atividade.
Os imóveis em Belmonte aparecem no processo como ativos relevantes para tentar levantar recursos para o pagamento de uma dívida estimada em cerca de R$ 100 milhões. A região fica próxima à Praia de Belmonte e ao terminal marítimo do município, com acesso pelas rodovias BA-001 e BA-275.







