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Sob restrição na CCEE, Electra concluiu negócio de R$ 450 mi com a Copel

29 dias depois a Intrepid e outras três empresas do grupo Electra pediram recuperação judicial em Curitiba

Por Machado da Costa Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 jul 2026, 09h00
Sob restrição na CCEE, Electra concluiu negócio de R$ 450 mi com a Copel Priorizar nos meus resultados Google

O grupo Electra concluiu uma operação de R$ 450,5 milhões com a Copel quando já estava submetido a restrições na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, a CCEE.

Em 22 de abril, a comercializadora entrou no chamado registro balanceado depois de não aportar as garantias exigidas referentes a março. O regime restringe o registro de novas vendas sem a correspondente comprovação de cobertura.

Oito dias depois, em 30 de abril, a Copel transferiu ao grupo a UTE Figueira, última das 13 pequenas usinas incluídas no negócio. As outras 12 sociedades haviam sido entregues em 2025, por R$ 425,3 milhões. A operação envolveu a Electra Hydra e a Intrepid.

Em 29 de maio, apenas 29 dias depois da última transferência, a Intrepid e outras três empresas do grupo Electra pediram recuperação judicial em Curitiba.

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Nesse intervalo, a comercializadora também deixou de entregar energia a 17 pequenas distribuidoras e permissionárias. A Aneel rescindiu 19 contratos e estimou preliminarmente em mais de R$ 1 bilhão as multas por encerramento antecipado.

O prejuízo pode acabar pesando no bolso do consumidor. Sem a energia contratada da Electra, as distribuidoras terão de buscar reposição no mercado, possivelmente a preços mais altos. Parte dessa diferença poderá aparecer nos reajustes tarifários, depois dos mecanismos de compensação previstos pela Aneel.

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O R$ 1 bilhão, porém, não corresponde a um repasse automático para as tarifas. É uma estimativa das multas que serão cobradas da Electra na recuperação judicial. Se algum valor for recuperado, deverá ser revertido em benefício dos consumidores.

A Electra atribui a crise à alta do preço da energia, a mudanças regulatórias e à restrição de liquidez. A área técnica da Aneel, porém, afirma que a companhia vendeu energia sem possuir contratos de compra suficientes para cobrir seus compromissos.

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Os documentos não indicam irregularidade na aquisição das usinas. A cronologia, no entanto, abre dúvidas sobre como o negócio foi financiado e se os ativos adquiridos integrarão a recuperação judicial.

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