Prefeitos do interior ficam ansiosos com Smart Sampa travado
Gestores aguardam decisão do TCM para poder contratar a tecnologia de videomonitoramento criada pela Prefeitura de São Paulo
A fila de prefeitos interessados em levar o Smart Sampa para seus municípios começa a esbarrar na lentidão do Tribunal de Contas do Município de São Paulo. A expectativa era de que o edital da Prodam para viabilizar a comercialização da plataforma fosse analisado nesta quarta-feira pelo TCM, mas o processo ficou novamente fora da pauta.
O certame está suspenso desde abril por decisão do conselheiro Roberto Tanzi Braguim, após questionamentos feitos por empresas interessadas na disputa. A Prodam, responsável pelo edital, afirma já ter respondido a todas as diligências e sustenta que a própria área técnica do tribunal não apontou irregularidades capazes de impedir o avanço do processo, desde que fossem cumpridas recomendações que, segundo a estatal, já foram integralmente atendidas.
Nos bastidores, o incômodo cresce porque o caso estaria parado no gabinete do relator desde 28 de abril. Enquanto isso, cidades que demonstraram interesse na solução seguem impedidas de contratar a tecnologia.
Criado em 2024, o Smart Sampa virou uma das principais vitrines da Prefeitura de São Paulo na área de segurança pública. A gestão municipal apresenta o sistema como o maior programa de videomonitoramento inteligente da América Latina. Segundo dados da prefeitura, a plataforma já contribuiu para mais de 5,8 mil prisões, incluindo mais de 3 mil foragidos da Justiça, além da localização de centenas de pessoas desaparecidas.







