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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Por que Brasil e EUA vivem momentos tão distintos no mercado imobiliário?

VEJA Mercado: enquanto o primeiro enfrenta incertezas, o segundo está superaquecido

Por Diego Gimenes 16 fev 2022, 16h06

Faltam moradias nos Estados Unidos, dizem alguns especialistas. A diminuição no ritmo de novas construções em função da pandemia e as restrições impostas por algumas cidades para as chamadas propriedades multifamily, como prédios e condomínios, reduziram bruscamente a oferta e fizeram os preços subir. “Várias cidades estão chegando no limite, não há mais residências. Outro fator relevante é que os preços aumentam, e a geração que almeja esses imóveis possui muitas dívidas com carro e cartão de crédito, por exemplo, e acabam por migrar para o aluguel”, avalia Carlos Vaz, fundador e CEO da Conti Capital. Mas nem conseguir aluguel tem sido fácil. Segundo a gestora, cidades como Atlanta possuíam apenas 29 propriedades disponíveis em novembro de 2021. “O déficit de apartamentos é, sem dúvida, o maior desafio da atualidade”, diz o especialista.

Já no Brasil, o pé no freio se dá por uma outra razão: os juros. A escalada da taxa básica de juros, a Selic, diminuiu o poder de compra dos brasileiros no último ano e encareceu os financiamentos. As vendas caíram 14% no último trimestre do ano e os preços subiram quase 25%, segundo a associação do setor no Brasil. Quem ainda tem algum dinheiro no bolso costuma optar pelo aluguel. “A dança dos juros está aí, mas ninguém sabe quanto tempo vai demorar. Fato é que juros nos dois dígitos não é sustentável, traz insegurança e deixa o investidor ressabiado”, aponta Vaz. Enquanto faltam moradias em um país, os juros corroem o poder de compra da população em outro. Mas na gangorra dos bancos centrais, este é um cenário que pode mudar num piscar de olhos.

Leia mais em: Qual é o cômodo favorito dos brasileiros na pandemia, segundo Datafolha

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