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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Petróleo e minério sustentam a quarta alta consecutiva da bolsa; dólar cai

VEJA Mercado: Ibovespa não engatava quatro altas consecutivas desde outubro; dólar recua 1,26%, a 5,618 reais

Por Diego Gimenes 7 dez 2021, 18h36

VEJA Mercado | Fechamento | 7 de dezembro.

Pela quarta vez consecutiva, a bolsa subiu. Isso não acontecia desde outubro, mas àquela época as altas mais andavam de lado do que qualquer outra coisa, pois o índice avançou cerca de 2% naquele período. Desta vez, o Ibovespa saiu dos 100.785 pontos na última quinta-feira, 2, para os atuais 107.557 pontos, um avanço de 6,59%. Hoje, a alta foi de 0,65%, sustentada sobretudo pelas commodities. Tanto minério quanto petróleo subiram no mercado internacional e beneficiaram as principais ações do índice. Petrobras e Vale fecharam em altas de 2,54% e 0,63%, respectivamente. No caso de Petrobras, nem mesmo as falas do presidente Jair Bolsonaro sobre supostos cortes no preço da gasolina prejudicaram o papel. “A CVM já abriu três processos contra a Petrobras por conta do presidente. Esse risco já está no preço, não é algo que vai impactar muito”, avalia Heitor De Nicola, assessor de renda variável da Acqua-Vero.

O setor de tecnologia também se destacou entre altas, sobretudo pela percepção de diminuição do risco fiscal no país e pela recuperação do Nasdaq nos EUA, que subiu mais de 2%. Por aqui, Méliuz e Banco Inter fecharam em altas de 13,5% e 13,3%, respectivamente. No lado da baixas, o setor financeiro. O mercado tem conhecimento que a Selic vai subir na reunião do Copom de amanhã, mas não sabe se a alta será suficiente ou até exagerada. “A inflação corre solta pelo mundo, o tapering deve ser acelerado, mas ao mesmo tempo existem também indícios de desaceleração econômica em vários países. Esse tipo de controvérsia não ajuda o setor, e qualquer ruído faz o dinheiro correr”, pontua De Nicola. Itaú e Bradesco recuaram 1,1% e 1,2%, respectivamente. Após alguns pregões em alta, o dólar finalmente cedeu, embora o mercado ainda avalie que o cenário atual não indica baixa da moeda americana. A queda foi de 1,26%, a 5,618 reais.

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