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Petrobras e Vale derrubam a bolsa em semana de frustração e incerteza

Ibovespa tem queda de 1,63% na semana puxada pelas principais empresas do índice

Por Felipe Erlich Atualizado em 3 jun 2024, 17h20 - Publicado em 9 mar 2024, 10h13

VEJA Mercado | Fechamento da semana | 4 a 8 de março

A Petrobras roubou a cena no último pregão da bolsa brasileira, a B3, com um derretimento expressivo de suas ações. A queda na cotação chegou a 13% na manhã da sexta-feira, 8, e encerrou o dia com derretimento de 10,57%. O Ibovespa não resistiu nesta semana e caiu 1,63% no acumulado dos últimos cinco dias. O principal índice do mercado foi puxado para baixo por suas duas principais empresas, a Petrobras e a mineradora Vale. Essa última vive uma novela própria, a incerteza acerca da sucessão de seu presidente. Como revelado pelo Radar Econômico, o ex-comandante da Americanas, Sergio Rial, é cotado para assumir a companhia. Outros nomes possíveis são o do presidente da empresa de papel e celulose Suzano, Walter Schalka, e do atual diretor financeiro da Vale, Gustavo Pimenta. Em meio ao imbróglio, as ações da mineradora tiveram queda acumulada de 1,4% na semana.

A derrocada da Petrobras na bolsa se deve à decisão da estatal sobre a distribuição de dividendos aos seus acionistas: não serão feitos pagamentos extraordinários, além do previsto na política de remuneração de acionistas. O presidente da petroleira, Jean Paul Prates, havia indicado que isso ocorreria em entrevista à agência Bloomberg, no fim de fevereiro, mas bancos e corretoras seguiram apostando que alguma quantia seria destinada aos dividendos extraordinários. As expectativas frustradas fizeram o mercado torcer o nariz e massacrar os papéis da companhia. Trata-se do principal elemento da crise, mas outras informações divulgadas na sexta-feira também não foram bem recebidas, apesar de mais previsíveis. O lucro líquido da estatal caiu 33,8% em 2023, indo para 124,6 bilhões de reais. A sobra do lucro irá para uma reserva a ser convertida em dividendos posteriormente. Já os dividendos não extraordinários foram retraídos em 66%, com 72,4 bilhões de reais para o bolso dos investidores.

Longe do mercado financeiro, a economia colheu boas notícias nesta semana, especialmente com novos anúncios de investimento de montadoras estrangeiras no país. Os holofotes se voltaram para a Stellantis — dona de marcas como Fiat, Citroën, Jeep e Peugeot — que divulgou uma injeção de 30 bilhões de reais em suas operações no Brasil até 2030. Assim como no caso de outras montadoras, o montante será destinado principalmente para adequar a produção à transição energética, de carros movidos a combustíveis fósseis para modelos híbridos e elétricos. A Toyota anunciou 11 bilhões de reais em investimentos do tipo até 2023, um dia antes da Stellantis, na terça-feira, 5. Os anúncios ocorrem na esteira do programa Mover, do governo federal, que visa estimular a energia limpa no setor abatendo custos das montadoras para tanto.

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Os bons ventos para o futuro da indústria andam em paralelo com um aumento paulatino de otimismo com a economia para este ano. Economistas consultados pelo Banco Central melhoraram novamente suas previsões para o Produto Interno Bruto (PIB) e para a inflação de 2024, como indicado no Boletim Focus da última terça-feira. Por ora, espera-se que o PIB feche o ano com crescimento de  1,77%, contra os 1,75% apontados na semana anterior. Já a aposta para a inflação é de 3,76% ao ano, contra 3,8% do Focus anterior. Trata-se do terceiro boletim consecutivo em que as previsões ficam mais positivas. No primeiro do ano, há cerca de dois meses, era estimado um crescimento do PIB de 1,52% e uma inflação de 3,9% em 2024.

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