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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Pequenos investidores tentam importar guerra financeira de Wall Street

Bilionários fundos americanos têm ido à lona e alguns querem repetir o feito aqui no Brasil

Por Machado da Costa Atualizado em 28 jan 2021, 13h02 - Publicado em 28 jan 2021, 12h59

Quem acompanhou o noticiário financeiro internacional nesta semana se deparou com uma guerra entre pequenos investidores e os investidores institucionais. Uma guerra de milhões de “sardinhas” contra as “baleias” fazedoras de preço no mercado. Pois ela foi deflagrada por um grupo de anônimos que criou uma página na rede social Reddit e passou a “atacar” alguns ativos. Os primeiros foram as empresas GameStop e AMC, depois passaram para Nokia e, nesta quinta-feira, 28, tentam fazer o mesmo com a American Airlines. Esses milhões de investidores passam a comprar ações das empresas de forma coordenada, assim como fazem muitos institucionais, e acabam desequilibrando o mercado. O objetivo é disparar os gatilhos das posições vendidas dos grandes fundos, obrigando a cobrança das margens de garantias e, em alguns casos, liquidando a posição dos grandes operadores. Dois fundos gigantescos tiveram perdas bilionárias e precisaram ser resgatados. Alguns analistas já vem no movimento das “sardinhas” um revolta semelhante ao movimento Occupy Wall Street, de 2011. A diferença é que, desta vez, isso realmente está custando dinheiro aos institucionais.

Agora, alguns investidores brasileiros estão tentando importar a guerra para cá. Eles estão tentando,, por meio de grupos de Telegram, coordenar a compra e a valorização de ações de empresas como a resseguradora IRB Brasil RE e a rede educacional Cogna, que são consideradas de perspectiva ruim pela maioria dos institucionais. O mesmo tem acontecido em outros países.

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