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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

O que significa a melhora da percepção da economia na pesquisa XP/Ipespe

Só o Auxílio Brasil não será suficiente para ganhar a eleição

Por Josette Goulart 20 jan 2022, 10h08

Um número chama a atenção na última pesquisa do Ipespe, encomendada pela XP e divulgada no dia 14 de janeiro: o da percepção sobre se o Brasil está indo no rumo certo no campo econômico. A percepção de que o país está “no rumo certo” aumentou de 23% para 26%. Como analisa Antonio Lavareda, o cientista político responsável pela pesquisa, o número dos que pensam o contrário, ou seja, que o país vai mal, ainda é muito elevado, de 66%. Mas mesmo assim é de se observar com atenção essa melhora de percepção.

Na opinião de Lavareda, faltando oito meses para a eleição, os números mostram que só o Auxílio Brasil não será suficiente para o presidente Jair Bolsonaro ganhar tração com o eleitor no campo econômico. O governo precisaria apresentar resultados em três áreas: “inflação, onde as previsões até são boas, apostando-se que caia pela meta­de em relação aos 10% do ano anterior; desemprego, que tem mostrado contínua redu­ção mas se mantém em patamares muito altos; e, por fim, o crescimento da economia, onde a maioria das projeções aponta uma irrisória expansão do PIB, inferior a 1 %. Ou seja, não será uma tarefa fácil.” 

O entorno do presidente, que está pensando a eleição, concorda e, por isso, convenceram Bolsonaro a entregar o Orçamento nas mãos do político Ciro Nogueira e tirar o ministro Paulo Guedes, que não pensa como político, do caminho da distribuição dos recursos.  O Planalto já prepara uma série de ações para muito além do Auxílio Brasil, como, por exemplo, liberar recursos em massa para microcrédito. Um dos problemas para a campanha de Bolsonaro é o próprio Bolsonaro, como também mostra a pesquisa do Ipespe. Enquanto a percepção com a economia melhorou, a aprovação do governo ficou no mesmo patamar por conta do desgaste com a pandemia, incluindo a polêmica com a vacinação das crianças. 

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