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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

O mercado financeiro quer acreditar a todo custo que o risco fiscal acabou

VEJA Mercado: Ibovespa tem melhor semana em quase seis meses após aprovação de proposta que viabiliza o Auxílio Brasil e fura o teto de gastos

Por Diego Gimenes Atualizado em 3 dez 2021, 19h24 - Publicado em 4 dez 2021, 09h00

VEJA Mercado | Fechamento da semana | 29/11 a 03/12.

A novela da PEC dos Precatórios parece ter se encerrado e a aprovação da proposta que fura o teto de gastos para viabilizar o Auxílio Brasil  parece ter trazido novos ares para a bolsa. O Ibovespa acumulou uma alta semanal de 2,78%, aos 105.069 pontos, o maior avanço em quase seis meses. Nem se compara à queda de mais de 7% quando a proposta de furar teto foi lançada pela primeira vez, mas a alta semanal foi um alento depois de tantos meses em queda. A última vez que o índice subiu assim em uma semana foi em junho, quando a bolsa bateu a máxima histórica de 130 mil pontos. O mercado quer acreditar a todo custo que o risco fiscal foi enterrado junto com a PEC, mas tem a ciência de que outros fantasmas rondam o índice e podem assombrar os investidores nas próximas semanas. “Aparentemente, temos uma inflação que chegou no pico por causa dos aumentos na Selic e da desaceleração econômica e um risco fiscal substancialmente menor. Pelo menos é nisso que o mercado quer acreditar a todo custo, mesmo com a agenda do governo federal de comprar popularidade em busca da reeleição”, avalia Roberto Attuch, CEO da Ohmresearch.

O destaque da semana foi a Braskem, que revelou dividendos antecipados na ordem de 6 bilhões de reais e acumulou uma alta de 18% na semana. No caótico 2021, é o papel que apresentou a maior valorização até agora — 157%. Quem também segue subindo é o dólar. Mesmo com a melhor semana da bolsa em quase seis meses, a moeda americana avançou 1,5% no mesmo período, a 5,68 reais. No ano, a valorização já é de 9,46%. A aceleração do tapering nos EUA e a recessão técnica do Brasil fizeram o real perder valor frente ao dólar nos últimos dias.

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