ASSINE VEJA NEGÓCIOS
Imagem Blog

Radar Econômico

Por Machado da Costa Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças

O dia em que o Fed chamou o Brasil para aprender a falar com o mercado

Armínio Fraga entra em força-tarefa criada para repensar a comunicação do banco central americano com os mercados globais

Por Machado da Costa Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 jul 2026, 17h00
O dia em que o Fed chamou o Brasil para aprender a falar com o mercado Priorizar nos meus resultados Google

O Federal Reserve decidiu admitir, ainda que em linguagem de banco central, que tem um problema de comunicação. O banco central mais poderoso do mundo anunciou a criação de cinco forças-tarefa independentes para revisar suas ferramentas de atuação em uma economia global mais volátil, mais fragmentada e mais sensível a cada palavra dita em Washington.

A frente mais simbólica para o mercado brasileiro é a de comunicação. Entre os nomes escolhidos está Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central do Brasil e fundador da Gávea Investimentos. Ele dividirá a missão com Peter R. Fisher, da Universidade de Washington, e Mervyn King, ex-presidente do Banco da Inglaterra durante a crise financeira de 2008.

Na prática, o Fed está chamando gente de fora para ajudar a resolver um dilema que virou rotina nos últimos anos: como falar com o mercado sem produzir mais ruído do que direção. Cada nuance de comunicado, entrevista ou ata do Fed passou a mexer não apenas com Wall Street, mas também com o dólar, os juros longos e a curva brasileira.

A presença de Armínio dá um sabor especial ao movimento. Não se trata apenas de prestígio internacional. O economista brasileiro carrega no currículo a experiência de ter comandado o BC em um momento em que o Brasil precisou aprender a falar com investidores globais sob pressão, depois da adoção do regime de metas de inflação e em meio a sucessivas crises externas.

Continua após a publicidade

Para o Fed, a escolha é um sinal de que a comunicação virou ferramenta de política monetária tão importante quanto a decisão de juros em si. Para Armínio, é uma chancela rara: Washington foi buscar no Brasil alguém que conhece, por experiência própria, o custo de uma mensagem mal calibrada diante de mercados nervosos.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos. Ao lado, um ícone de árvore verde-claraMão segurando um smartphone com tela exibindo um aplicativo de notícias e produtos. À esquerda, texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. Fundo verde escuro com ícone de árvore à direita
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Essencial

O mercado não espera — e você também não pode!
Com a Veja Negócios Digital, você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Veja Negócios impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Premium
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).