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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

O cálculo de Lula para fazer aceno ao mercado

O petista não tem um nome em quem confie e deve ser obrigado a tomar uma decisão mais conservadora, diz uma pessoa próxima ao ex-presidente

Por Victor Irajá Atualizado em 12 jan 2022, 14h55 - Publicado em 10 jan 2022, 17h25

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai demorar para fazer um aceno ao mercado. Mas fará, por necessidade. Depois de surpreender com o renascimento do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, Lula calcula o tempo para acariciar os donos do dinheiro. A leitura é de um assessor que passou tempos ao lado do ex-presidente. Segundo essa fonte, Lula não tem um nome em quem confie para deixar a economia na mão. “Ele não vai deixar a economia nas mãos do Aloizio Mercadante, do Nelson Barbosa ou do Guido Mantega”, diz esse petista.

“Até que tenha a noção do tamanho da importância, vai medir quem tem de buscar. Ele vai ser forçado a fazer isso se oscilar nas pesquisas”, afirma. Ainda de acordo com este aliado, Lula prefere um futuro ministro da Fazenda de “baixa intensidade”, para que ele próprio possa tomar as decisões. “Mas Lula deve ser obrigado a tomar uma decisão mais conservadora em relação à economia”. Este assessor diz que o ex-presidente deve “esticar a corda com o mercado” e fazer uma campanha populista no campo econômico, fazendo acenos por meio da política — como com a escolha do ex-governador Geraldo Alckmin como possível vice.

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