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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Não é só a Rússia. Como a China também está inflando os preços pelo mundo

Decisões de Pequim sobre fertilizantes, aço e carne de porco afetam preços em todos os cantos

Por Josette Goulart 2 Maio 2022, 12h31

Os efeitos da guerra na Ucrânia nos preços dos alimentos são conhecidos. Com a Rússia bloqueando as exportações de fertilizantes e a Ucrânia sendo um celeiro para África e Oriente Médio, o que vimos foi preço das commodities de alimentos disparando em todo o mundo. Além disso, o custo da energia subiu drasticamente. Mas o Instituto Peterson de Economia Internacional, um think tank baseado em Washington, lembra que a China tem tomado medidas há anos que também estão inflacionando os preços dos alimentos e causando insegurança alimentar. Eles citam três restrições e tarifas impostas pela China em fertilizantes e carnes suínas, mas também no aço. 

No ano passado, por exemplo, a China interrompeu as exportações de fertilizantes para atender só seu mercado interno. Enquanto os preços caem na China, sobem no resto do mundo todo. No caso da carne de porco, a China sofreu com uma peste e teve que abater 40% de seu rebanho em 2018 causando uma alta mundial dos preços, mas desde então tem reduzido os preços para consumo interno. “Em outra reversão impressionante, Pequim aumentou suas tarifas sobre carne suína em janeiro, depois de consumir quase 40% das importações globais de carne suína em 2021”, diz o relatório assinado por Chad Bown e Yilin Wang. 

“O aço é outro caso recente. Até 2021, a China era uma fornecedora tão grande de metais que foi amplamente acusada de gerar excesso de capacidade, com suas exportações de baixo preço forçando as siderúrgicas a fecharem os negócios nos Estados Unidos, Europa e outros lugares. Então, de repente, Pequim impôs restrições à exportação de aço. Agora, em vez de contribuir para um excesso global, a China é um glutão de aço, provocando preços mais altos em todo o mundo e adicionando mais pressões indesejáveis ​​à inflação”, diz o relatório.

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