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Mudança no consignado privado passa a assustar a Faria Lima

Mudança nas taxas e corrida por portabilidade azedam carteira que virou aposta de bancos médios e fintechs

Por Machado da Costa Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 jul 2026, 10h00
Mudança no consignado privado passa a assustar a Faria Lima Priorizar nos meus resultados Google

O consignado privado, vendido ao mercado como a próxima “galinha dos ovos de ouro” do crédito, virou fonte de susto nas mesas da Faria Lima. A modalidade, voltada a trabalhadores com carteira assinada e lastreada no desconto em folha, entrou em zona de turbulência depois da queda das taxas e do avanço da portabilidade.

Um banqueiro experiente resumiu o estrago ao Radar Econômico: “Estávamos tomando com 120 para receber 100”.

A conta é simples. Bancos originaram carteiras com juros altos, pagaram comissões agressivas a correspondentes e depois venderam esses créditos no mercado, via securitização, com ágio. O problema é que, com o teto de referência na casa dos 1,99% e a pressão regulatória sobre os juros, trabalhadores passaram a renegociar dívidas antigas ou migrar os contratos para instituições mais baratas.

O fluxo de juros que sustentava o ágio derreteu. Na prática, quem comprou a carteira pagando “120” passou a carregar um ativo que vale “100”. A diferença virou prejuízo seco.

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Para piorar, a inadimplência já supera a barreira de 9% em algumas carteiras, segundo relatos do setor. O produto que prometia ser um dos créditos mais seguros do país virou, agora, mais uma fonte de insônia para bancos médios, fintechs e investidores que compraram o risco.

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