Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês
Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

MP investiga prorrogação de concessões da CCR no governo Doria

Empresa teve concessões prorrogadas no último dia do governador no cargo

Por Josette Goulart Atualizado em 22 jun 2022, 10h00 - Publicado em 22 jun 2022, 09h54

O Ministério Público de São Paulo abriu inquérito para investigar as prorrogações concedidas para a Autoban, concessionária da CCR, no último dia do governo João Doria. As concessões tiveram reajustes para equilíbrio econômico financeiro que variaram entre 9.500%  a 40.000%, como mostrou a coluna Radar Econômico. Em apenas um dos contratos, a Autoban tinha um passivo de 22 milhões de reais que viraram mais de 2 bilhões de reais com o reajuste. Em outro, o passivo de 506 mil reais foi reajustado para 213 milhões de reais. Esses reajustes são usados para justificar a prorrogação dos contratos.

Entre os representados no inquérito por improbidade administrativa estão além de Doria e da CCR, a Artesp, que é a agência reguladora de transportes em São Paulo. Em nota, a agência diz que as prorrogações fizeram parte de um acordo para dar fim a quase duas décadas de disputas judiciais e passivos regulatórios e que prevê a realização de novas obras no valor de R$ 2,3 bilhões e indenização, por parte da CCR, de R$ 1,2 bilhão aos cofres do Estado. Este mesmo esclarecimento tinha sido feito ao Ministério Público, mas o promotor Ricardo Manuel Castro, ainda assim quer investigar as desistências dos processos judiciais que tinham sido favoráveis ao governo estadual. O inquérito foi oficialmente aberto no dia 09 de junho.

Sobre os reajustes, a agência informou em nota que o cálculo dos passivos regulatórios foi feito com base em avaliações “de cunho econômico-financeiro comuns em contratos de concessão e nos setores regulados em geral”. Já a CCR diz que vai prestar todos os esclarecimentos ao MP, “os quais demonstrarão, de forma inequívoca, a legalidade e a higidez do aditivo celebrado.”

*Quer receber alerta da publicação das notas do Radar Econômico? Siga-nos pelo Twitter e acione o sininho.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)