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Loovi quer levar a lógica chinesa ao seguro auto brasileiro

Com contratação em minutos, Neymar na vitrine e presença em mais de 4 mil municípios, insurtech mira um mercado de R$ 60 bilhões

Por Machado da Costa Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 jul 2026, 15h00
Loovi quer levar a lógica chinesa ao seguro auto brasileiro Priorizar nos meus resultados Google

A China já bagunçou o mercado brasileiro de carros. Agora, a lógica de preço, escala e tecnologia começa a mirar o serviço que vem depois da compra: o seguro auto.

Esse é o território em que a Loovi tenta se posicionar. A insurtech brasileira aposta em uma jornada 100% digital, contratação pelo celular em poucos minutos e comunicação de massa para disputar um mercado que deve movimentar cerca de R$ 60 bilhões em 2026, mas que ainda deixa a maior parte da frota nacional descoberta.

A contradição é o tamanho da oportunidade. Estimativas usadas pelo setor apontam que apenas cerca de 30% dos veículos no Brasil contam com algum tipo de cobertura securitária. Mais de 70% seguem fora do seguro tradicional. Há carro, há risco, há demanda — mas o modelo convencional ainda não conseguiu chegar a uma parte relevante dos motoristas.

A Loovi quer entrar justamente nesse vazio. Fundada em 2019, a empresa atua como representante oficial da LTI Seguros S.A., plataforma do mesmo grupo empresarial que passou pelo Sandbox Regulatório da Susep e avançou para uma nova fase após autorização do órgão regulador. Hoje, a companhia afirma estar presente em mais de 4 mil municípios brasileiros.

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A inspiração vem da China. Antes de fundar a companhia, Quézide Cunha, CEO e fundador da Loovi, viveu um ano no país e acompanhou de perto a expansão de serviços financeiros, mobilidade e varejo baseados em tecnologia, simplicidade e escala. A tese é aplicar essa lógica ao seguro: cortar fricção, reduzir burocracia e transformar um produto historicamente caro em uma contratação rápida, digital e mais acessível.

“Meu maior aprendizado na China foi usar a tecnologia para simplificar processos, reduzir custos e ampliar o acesso. Minha missão é fazer isso no seguro auto”, afirma Quézide Cunha.

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A operação tenta fugir do manual tradicional das seguradoras. O cliente faz a cotação, baixa o aplicativo, envia fotos do veículo e conclui a contratação pelo celular. A empresa também investiu pesado em visibilidade. Segundo a Loovi, suas campanhas somaram quase 10 bilhões de visualizações nas redes sociais no último ano. A entrada de Neymar Jr. no time de divulgação, ao lado de nomes como Whindersson Nunes e Renato Cariani, ajudou a acelerar o reconhecimento da marca, as vendas e o faturamento.

O movimento coloca a Loovi numa fronteira sensível do setor: ampliar acesso sem perder controle de risco, atendimento e segurança regulatória. Para o mercado segurador, o desafio não é apenas vender mais seguro, mas encontrar um modelo capaz de conversar com os milhões de motoristas que ficaram do lado de fora da cobertura tradicional.

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Se os carros chineses forçaram as montadoras a rever preço, tecnologia e velocidade de lançamento, a próxima pressão pode vir nos serviços que orbitam o automóvel. A Loovi aposta que o seguro auto também pode ser redesenhado pela mesma lógica: menos papel, menos espera e mais celular.

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