Itaú prevê corte de 25 pontos pelo Copom e portas abertas
Banco espera Selic em 14% em agosto e vê Copom preservando espaço para novas reduções nas reuniões seguintes
O Itaú espera que o Copom reduza a Selic em 0,25 ponto percentual na reunião de agosto, para 14% ao ano. A decisão deve ser unânime, sustentada pela moderação da atividade econômica e pelo arrefecimento da inflação corrente, especialmente de alimentos e bens industriais.
A sinalização mais importante, porém, deve vir depois do corte. O banco avalia que o BC manterá as portas abertas para os próximos encontros, sem assumir compromisso explícito, mas preservando a possibilidade de repetir reduções de 25 pontos-base caso os dados continuem colaborando.
O cenário doméstico já trouxe algum alívio. O Itaú reduziu sua projeção de crescimento do PIB de 2026 de 2,1% para 1,9%. Para 2027, a estimativa passou de 1,7% para 1,5%, principalmente pelo risco de quebra de safra associada ao El Niño. Para o IPCA, o banco projeta 5,1% neste ano e 4,4% no próximo.
No modelo do Itaú que replica o utilizado pelo Banco Central, a inflação chegaria a 3,2% no primeiro trimestre de 2028, horizonte relevante para o Copom. O número dá respaldo ao corte, embora a deterioração das expectativas para 2027 em diante ainda exija cautela.
A interrupção do ciclo continua disponível caso o cenário piore, sobretudo diante das expectativas desancoradas e das incertezas externas. Mas, na leitura do Itaú, o Copom deve evitar fechar antecipadamente a porta para novas reduções da Selic






