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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Ibovespa e Petrobras: a relação que remou na contramão do exterior

VEJA Mercado: ações da estatal fecharam mais uma vez em forte alta e garantiram o Ibovespa no azul diante do mau humor externo

Por Diego Gimenes 14 jan 2022, 18h51

VEJA Mercado | Fechamento | 14 de janeiro.

Os investidores têm apostado com força nas petrolíferas brasileiras, e não é por menos, afinal, o petróleo brent se aproxima da marca histórica de 90 dólares o barril. Nesta sexta-feira, a alta foi de 2,3%, a 86,4 dólares o barril. Diante desse avanço e do reajuste dos combustíveis por aqui, a Petrobras tem vivenciado dias de glória na bolsa. Hoje, as ações ordinárias da companhia subiram 3,8%%, enquanto as preferenciais acumularam valorização de 2,1%. Ambas já sobem mais de 10% no acumulado do ano e têm carregado a bolsa nas costas, uma vez que, juntas, respondem por 10% do Ibovespa. O índice fechou o dia em alta de 1,33%, aos 106.927 pontos. O dólar manteve sua trajetória de queda dos últimos dias e caiu 0,29%, a 5,512 reais.

Os números do varejo foram determinantes para o desempenho das bolsas nesta sexta-feira. Enquanto as vendas cresceram no Brasil e fizeram empresas como a varejista Magazine Luiza subirem 4,1%, os números nos Estados Unidos decepcionaram e nortearam um dia ruim no Dow Jones. O índice fechou em queda de 0,56%. Em Londres, o FTSE 100 também fechou em baixa, de 0,28%, em meio a discussão sobre o aumento nos juros. No Brasil, poucas empresas negociaram no vermelho. O destaque ficou por conta da CVC, que caiu 2% diante do avanço da variante ômicron pelo país e das incertezas em relação à temporada de cruzeiros, que teve sua suspensão prorrogada até fevereiro.

Outro destaque internacional foi a performance da criptomoeda “meme” Dogecoin, que disparou 10% após o empresário Elon Musk anunciar que a Tesla vai aceitar o ativo como forma de pagamento para alguns produtos. O curioso é que essa alta não era esperada pelo mercado e fez alguns investidores perderem quase 12 milhões de dólares em liquidações, segundo a ferramenta de análise Coinglass. Isso aconteceu porque cerca de 60 milhões de unidades de Dogecoin foram liquidadas em operações de exchange, que é a troca por um outro ativo digital ou convencional, apostando na queda da criptomoeda que é uma das preferidas de Elon Musk. Mais uma vez, o empresário surpreendeu a todos e interferiu nos rumos deste que é um dos mercados mais voláteis do mundo.

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