Fazenda tenta conciliar socorro ao tarifaço com aperto nas contas públicas
Equipe econômica busca concluir rapidamente a resposta aos setores atingidos, mas trabalha com medidas direcionadas e de menor impacto fiscal
A equipe econômica trabalha para concluir o quanto antes a nova resposta aos setores atingidos pelo tarifaço americano, mas tenta calibrar as medidas sem aumentar excessivamente a pressão sobre as contas públicas.
Nos bastidores, a Fazenda busca combinar o atendimento às empresas mais expostas com instrumentos de menor impacto fiscal. A tendência é que o pacote seja mais enxuto que o adotado anteriormente, de R$ 15 bilhões, com prioridade para crédito e garantias e maior direcionamento às companhias que comprovarem perdas com as novas tarifas.
O desenho está sendo discutido enquanto Fazenda e Planejamento fecham a nova avaliação bimestral de receitas e despesas. Os dois processos avançam em paralelo: não há pressão para que o pacote seja apresentado antes da revisão orçamentária, embora o governo queira dar uma resposta rápida aos setores afetados.
O desafio da equipe econômica é encontrar espaço para o socorro em um momento de crescimento das despesas obrigatórias. O governo mantém R$ 23,7 bilhões do Orçamento bloqueados e procura evitar que as novas medidas dificultem o cumprimento da meta fiscal.
As reuniões com os setores atingidos deverão ajudar a definir o alcance da resposta, os critérios de acesso e a necessidade de reforço das linhas já existentes. A Fazenda também analisa quanto poderá ser mobilizado por meio de crédito e garantias antes de recorrer a iniciativas com impacto direto nas despesas ou na arrecadação.







