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Estopim da crise entre Senado e Araújo, Huawei perde espaço nas Américas

Empresa chinesa especializada em 5G perdeu cerca de 25% da receita que tinha no continente

Por Josette Goulart Atualizado em 31 mar 2021, 09h22 - Publicado em 31 mar 2021, 08h50

A empresa chinesa Huawei perdeu muito espaço nas Américas desde que os Estados Unidos decidiram barrar a tecnologia 5G da empresa e os resultados podem ser vistos no relatório anual de 2020, recém divulgado. A companhia informou que faturou 136 bilhões de dólares no ano passado, um aumento de 3,8% em sua receita. Mas quando é feito o recorte pelas Américas, a queda da receita foi de 24,5%. O mercado chinês passou a representar 66% das vendas da empresa. No ano anterior, era 59%. Não é por um acaso que a empresa está concentrando esforços para se manter no Brasil, um dos maiores mercados de telefonia do continente. O governo Bolsonaro chegou a ameaçar deixar a companhia de fora do leilão do 5G no país. Com as dificuldades de importar matéria prima para vacina, acabou mudando a estratégia, mas mesmo assim deixou os chineses da Huawei de fora da rede privativa do governo.

O imbróglio chegou a ser estopim para mudanças no Itamaraty. No último fim de semana, o ex-ministro das relações exteriores, Ernesto Araújo, saiu atirando do cargo dizendo que a senadora Katia Abreu estava fazendo lobby pelo 5G da China, ou seja, para que a Huawei pudesse participar livremente da rede de telefonia 5G no Brasil. Em resposta, a senadora chegou a chamar o ex-ministro de marginal. O Senado a apoiou dizendo que o problema de Araújo é que não ajudou a destravar venda de vacina pelo mundo.

A Huawei não é uma empresa de capital aberto e não divulga balanços trimestrais, a exceção é para este relatório anual. 

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