Elemental aposta em clube privado para vender R$ 2 bilhões em imóveis
Construtora prepara a Casa Élan, projeto inspirado em redes como a Soho House
A Elemental Construtora, fundada pelo empresário Thiago Castilho, prepara uma aposta bilionária para disputar o mercado de altíssimo padrão no Brasil. A companhia está estruturando a Casa Élan, um círculo privado de proprietários inspirado no modelo dos *private members clubs* internacionais — como a Soho House —, mas com uma diferença central: a rede nasce vinculada diretamente a um empreendimento imobiliário.
O projeto físico de estreia será o Península Três Marias, complexo com investimento previsto de R$ 400 milhões e Valor Geral de Vendas estimado em R$ 2 bilhões. A tese da Elemental é que, no topo da pirâmide de renda, o imóvel deixou de ser vendido apenas pela localização, metragem ou padrão construtivo. O novo ativo de sedução passa a ser o acesso.
No desenho da Casa Élan, os proprietários das cotas do empreendimento passarão a integrar automaticamente uma rede internacional de hospitalidade e concierge, com conexão a mais de 2.000 clubes seletos ao redor do mundo. A promessa é oferecer uma espécie de passaporte privado para experiências, serviços e espaços exclusivos, ampliando o valor percebido do produto imobiliário.
Para sustentar a operação, a Elemental também prevê um hub logístico próprio, com receptivo exclusivo ao lado do aeródromo que atenderá o empreendimento. A estrutura foi pensada para um público habituado a deslocamentos rápidos, atendimento sob demanda e serviços personalizados.
Na fase fechada de captação, voltada a *family & friends*, o projeto já atraiu dezenas de milhões de reais de investidores qualificados. Nos bastidores, a leitura é que a construtora tenta capturar uma mudança de comportamento no público AAA brasileiro: menos foco na posse pura do metro quadrado e mais interesse em ecossistemas de acesso global, conveniência e pertencimento.







