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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Eike Batista e o embate com ex-diretor da OGX para salvar o último bilhão

Conflito se instalou em fundo que detém debêntures dadas em garantia a delação premiada e que podem pagar credores da MMX

Por Josette Goulart Atualizado em 20 Maio 2022, 14h00 - Publicado em 20 Maio 2022, 13h27

Eike Batista tem convicção de que o fundo que detém as debêntures da Anglo American, fruto do negócio da IronX, será suficiente para pagar toda a massa falida da MMX Mineração, os acordos de delação feitos com a Procuradoria Geral da República e ainda vai sobrar um troco para ele. O leilão para a venda das debêntures já foi determinado pelo juízo da falência da MMX. Eike estima que pode conseguir mais que 1,5 bilhão de reais desta venda, apesar de o fundo que detém as tais debêntures faça uma marcação a mercado do ativo em apenas 200 milhões de reais.

Mas no meio do caminho, Eike está em uma disputa com Paulo Gouvêa, ex-diretor da EBX e hoje à frente do SPAC Itiquira. Gouveia tem um percentual minoritário do fundo Botafogo, que detém as debêntures da AngloAmerican, e conseguiu na Justiça evitar que Eike possa votar nas assembleias do fundo. Essa participação de Gouvêa no Botafogo se dá pelo Fundo Itaipava, da qual Eike alega que Gouveia é o cotista único. O fundo Itaipava por sua vez alega que tem direito de preferencia na compra das debêntures depois que o juízo da falência da MMX mandou dissolver o fundo Mercatto, que era o titular do fundo Botafogo e a titularidade foi transferida para Eike.

Na última assembleia, realizada nesta semana, Eike não votou, como determinou a Justiça, mas fez constar da ata um questionamento para tentar complicar a vida de Gouveia. Eike diz que Gouvêa é diretor e um dos principais sócios da administrador de recursos Ygeia, que geria o fundo Botafogo. Pelas regras da CVM, seria conflito de interesses.  A última assembleia tratava justamente da mudança de gestor. O medo que Eike alega na briga com Gouvêa é de ser diluído no fundo ao não poder votar nas assembleias caso sejam aprovados aportes que não possa acompanhar. Já os minoritários do fundo Botafogo querem que em vez de as debêntures serem leiloadas, que as cotas de Eike no fundo é que sejam vendidas.

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