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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Dólar e bolsa andam de lado, mas Petrobras já sobe 10% no ano

VEJA Mercado: sessão volátil é marcada por nova alta da Petrobras, que segurou o Ibovespa na estabilidade

Por Diego Gimenes 13 jan 2022, 18h35

VEJA Mercado | Fechamento | 13 de janeiro.

Nem pra lá, nem pra cá. Em uma sessão marcada pela intensa volatilidade nos papéis, o Ibovespa fechou em leve queda de 0,15%, a 105.529 pontos. O dólar caiu 0,10%, a 5,529 reais. O destaque do dia ficou por conta da Petrobras. As ações ordinárias da companhia subiram 2,8% no dia e já acumulam alta de 10,6% no ano. As preferenciais também vivem bom momento e subiram 1,8%, com alta acumulada de 6,4% em 2022. O fortalecimento da cotação do petróleo no mercado internacional e os recentes reajustes nos combustíveis indicam bons ventos para o caixa da empresa e, consequentemente, para os acionistas que têm posição na companhia. A PetroRio também fechou em alta, de 3%. “Hoje tivemos um mix de notícias que deixaram o índice equilibrado. A inflação e a expectativa baixista de PIB preocupam por um lado, mas a recuperação dos serviços acima do que o mercado esperava e a escalada no petróleo neste início de ano melhoraram um pouco o humor”, avalia Evandro Bertho, sócio-fundador da Nau Capital.

No lado das baixas, as empresas mais alavancadas e aquelas ligados ao consumo nem tiveram tempo de respirar. Após esboçarem uma reação, voltaram a cair fortemente nesta quinta-feira. Banco Inter e Natura, por exemplo, fecharam em quedas de 10% e 4,9%, respectivamente. “Os vetores de juros e inflação ainda se sobrepõem sobre os números de serviço divulgados pelo IBGE e dificultam uma alta mais firme desses setores”, diz Bertho. O minério de ferro teve uma correção no porto de Qingdao, na China, e fechou em queda de 2,85%, a 129,9 dólares a tonelada. Vale e Usiminas recuaram 1,5% e 0,4%, nessa ordem. Importante lembrar que parte da produção e extração dessas empresas segue suspensa em Minas Gerais em função das fortes chuvas que caem sob a região.

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