Da vilania ao desconto: a redenção do azeite e do café
Trégua de antigos vilões da inflação traz alívio ao bolso e faz café, açúcar e frutas despencarem no supermercado.
Quem diria que o azeite de oliva, até pouco tempo tratado quase como artigo de luxo com direito a lacre antifurto no supermercado, viraria o grande herói da economia doméstica? Segundo dados do Índice de Preços dos Supermercados (APAS/FIPE), o produto acumulou uma queda de 17,1% nos últimos 12 meses, puxado pela recuperação da oferta internacional.
E a trégua dos antigos vilões da inflação virou tendência generalizada no carrinho. O café da manhã ficou mais leve para o bolso: o café acumula recuo de 11,5% no ano com o avanço da safra, enquanto a dupla açúcar e adoçantes despencou 15,4%. Para completar a salada de pechinchas, as frutas cederam 12,7% e os óleos caíram 8,2%, empurrados pela safra recorde de soja.
Com a recomposição das cadeias produtivas, como aponta o economista-chefe da APAS, Felipe Queiroz, o consumidor finalmente ganha fôlego para recompor o orçamento do dia a dia. Ao menos no corredor dos alimentos, o drama deu lugar ao alívio.







