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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Credor tenta receber de empresa falida de João Lyra e vira devedor da neta

Juíza condena credores a pagar indenização por uso indevido de imagem de neta de ex-deputado em um processo no Conselho Nacional de Justiça

Por Josette Goulart 26 Maio 2021, 11h48

Os credores da bilionária falência da empresa Laginha Agro Industrial não andam com muita sorte e além de não receber o que lhes é devido no processo falimentar ainda terão que pagar uma indenização à neta do dono da empresa. A Laginha era uma empresa do ex-deputado federal João Lyra, de Alagoas, e faliu em 2014, deixando um rastro de 2 bilhões de reais em dívidas espalhados por 19 mil credores. Uma parte dos credores, com a demora no processo de liquidação da falência, resolveu contestar no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a atuação de um desembargador, Klever Loureiro, que era relator do caso. Loureiro deixou o caso porque  assumiu, no início do ano, a presidência do Tribunal de Justiça de Alagoas. Segundo esse grupo de credores no processo do CNJ, o desembargador teria dificultado coisas básicas de um processo falimentar como leilões de ativos e teria até mesmo feito a substituição do administrador judicial por um nome ligado à família de Lyra.

Na argumentação no CNJ, os advogados queriam mostrar que o novo administrador tinha laços pessoais com a família de Lyra e usaram um print de uma tela do Facebook com fotos de uma neta do ex-deputado.  Não adiantou argumentar que a imagem só foi reproduzida em  um processo do CNJ, que não era público. No começo de maio, a juíza do 7° Juizado Especial Cível de Maceió, Silvana Lessa Omena, condenou dois dos credores a pagar 6 mil reais, cada um, à neta de Lyra por uso indevido de imagem. Se a moda pega, são mais de 45 os nomes de credores e advogados de credores no processo do CNJ. 

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