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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Copom não vê grandes estragos na economia com nova onda da Covid-19

Comitê elevou em 0,75 ponto porcentual os juros da economia para 2,75% e já prevê 4,5% até o fim do ano.

Por Josette Goulart Atualizado em 23 mar 2021, 09h38 - Publicado em 23 mar 2021, 09h14

A ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) mostra que o Banco Central, mesmo ponderando que a incerteza sobre o ritmo do crescimento da economia está acima do usual, acredita que a nova onda da Covid-19 vai ser quase que uma marola na economia. “O Comitê avaliou que uma possível reversão econômica devido ao agravamento da pandemia seria bem menos profunda do que a observada no ano passado, e provavelmente seria seguida por outra recuperação rápida.”

Se a economia não vai sofrer tanto, como avaliou o Copom, a inflação vai seguir pressionando as metas e assim está justificada a preocupação que levou o comitê a subir o juro em 0,75 ponto e não 0,5 ponto como era esperado. Assim, o juro básico chegou a 2,75% ao ano. O comitê também já deixou claro que vai subir mais 0,75 ponto na próxima reunião, em maio, a não ser, obviamente, que tudo mude. As projeções do Comitê dão conta de uma inflação de 5% ao fim do ano e juros de 4,5%.

O Copom também ponderou que mesmo que o agravamento da pandemia atrase a recuperação econômica, o que se refletiria em uma inflação abaixo do esperado, o governo pode ter que prolongar políticas fiscais de resposta à pandemia que podem piorar  a trajetória fiscal ou acabar frustrando a continuidade de reformas. E aí, com risco fiscal elevado, vem mais inflação.

 

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