BTG receberá R$ 732 milhões de tradings e terá exclusividade em Paranaguá
Recursos de Cargill, Amaggi e Louis Dreyfus financiarão a primeira etapa do Píer T; acordo reserva ao banco a operação de um dos berços por oito anos
A BTG Pactual Commodities concentrará R$ 732,3 milhões de três das maiores tradings agrícolas do país para construir a primeira etapa do Píer T, no Porto de Paranaguá. Amaggi e Louis Dreyfus pagarão R$ 377,9 milhões diretamente à companhia, enquanto a Cargill já havia assumido um repasse de R$ 354,4 milhões.
Os recursos serão transferidos em cinco parcelas para uma conta da BTG Commodities no Banco BTG Pactual e ficarão vinculados à execução da obra. Os valores correspondem às obrigações de investimento assumidas pelas tradings nos arrendamentos dos terminais PAR25 e PAR15.
Vencedor do leilão do PAR14, o BTG assumiu a construção antecipada da infraestrutura compartilhada do píer. A primeira etapa deverá ser concluída em até 36 meses e ampliará a capacidade do corredor de exportação de granéis vegetais do porto.
Como contrapartida, o BTG terá exclusividade operacional por oito anos no berço interno dessa etapa. Durante o período, apenas terminais autorizados ou indicados pela companhia poderão operar no local. Se a construção for entregue antes do prazo, o tempo economizado será acrescentado à exclusividade.
O acordo também transfere riscos ao BTG. A companhia assumirá R$ 88,9 milhões originalmente atribuídos à Portos do Paraná, além de eventuais sobrecustos e atrasos ordinários, sem direito a reequilíbrio por esses motivos. Se a obra custar menos que o previsto, a economia deverá ser devolvida à autoridade portuária.
A engenharia recebeu o aval do Tribunal de Contas da União. Em maio, o TCU liberou a execução antecipada e recomendou que a Portos do Paraná validasse tecnicamente o projeto e o orçamento. Em junho, o tribunal considerou razoável a exclusividade concedida ao BTG diante dos riscos assumidos pela companhia.







