BRB diz que não precisava corrigir notícia sobre R$ 1 bi da Quadra
Em maio, banco respondeu à CVM sem negar suposto pagamento; operação de R$ 15 bilhões terminou sem repasses
O BRB afirmou que não precisava corrigir a informação, divulgada em maio, de que a Quadra Capital já havia depositado R$ 1 bilhão no banco pela operação envolvendo ativos recebidos do Banco Master. O negócio foi encerrado na última sexta-feira, 17, sem que os pagamentos previstos se concretizassem.
A entrada do dinheiro chegou a ser tratada como fato consumado. Na ocasião, a governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão, declarou que a primeira parcela havia sido paga e que o problema de liquidez do BRB estava resolvido.
A notícia levou a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a pedir explicações ao banco. Em sua resposta, o BRB não negou expressamente o recebimento do R$ 1 bilhão. A instituição afirmou que os fluxos financeiros da operação poderiam ocorrer em momentos distintos e que a reportagem não trazia informação que exigisse a publicação de um novo fato relevante.
Procurado agora pelo Radar Econômico, depois do fracasso do negócio, o BRB disse que “eventuais fluxos financeiros estavam vinculados a uma operação ainda em desenvolvimento”. Segundo o banco, “não houve fato novo que demandasse comunicação adicional”.
A operação previa a transferência de R$ 15 bilhões em ativos do Master para um fundo administrado pela Quadra. O BRB receberia de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões em dinheiro e outros R$ 11 bilhões a R$ 12 bilhões em cotas subordinadas. Nenhum contrato definitivo chegou a ser assinado.
O banco informou que as negociações foram encerradas porque não houve convergência sobre os termos da operação após o período de diligências. Sem a Quadra, o próprio BRB passou a conduzir a gestão e a colocação dos ativos no mercado.
A monetização dessa carteira era uma das frentes do plano de capital apresentado pelo BRB ao Banco Central. Agora, o banco procura compradores para os ativos enquanto mantém as tratativas para o empréstimo de até R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos ao governo do Distrito Federal. O FGC não comentou.







