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Banco do Brasil no risco de ser o fiador dos Correios

Enquanto Correios trava corte de custos após pressão sindical, BB vira alvo de analistas pelo risco de se tornar o "fiador oficial" da companhia

Por Machado da Costa Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 jul 2026, 11h00
Banco do Brasil no risco de ser o fiador dos Correios Priorizar nos meus resultados Google

A nova corrida dos Correios por uma captação de R$ 7 bilhões acendeu um alerta em Brasília e na Faria Lima sobre o papel do Banco do Brasil na sobrevida financeira da estatal postal.

A leitura entre executivos do mercado é que a recente renovação do contrato comercial de R$ 2,3 bilhões entre BB e Correios, fechada sem licitação, pode ser apenas a face mais visível de uma engenharia maior. Nos bastidores, cresce a percepção de que o banco de economia mista passou a ocupar, na prática, o posto de fiador informal da estatal.

O incômodo está menos no contrato em si e mais no momento em que ele foi fechado. A injeção bilionária ocorre justamente quando a diretoria dos Correios, pressionada por sindicatos, recuou e suspendeu uma parte relevante do plano de corte de custos. Era esse ajuste que dava sustentação política e financeira ao socorro anterior de R$ 12 bilhões, liderado por bancos públicos no fim do ano passado.

Agora, o mercado monitora se o BB será chamado a liderar, ancorar ou garantir o novo empréstimo de R$ 7 bilhões. Se esse desenho avançar, o banco pode entrar em uma zona sensível com seus acionistas minoritários: a de usar seu balanço para sustentar uma reestruturação estatal que, aos olhos da Faria Lima, perdeu tração antes mesmo de entregar as contrapartidas prometidas.

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