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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

“Auxílio é um cheque sem fundo”, diz idealizador do Bolsa Escola

Cristovam Buarque afirma que mudança, além de desrespeitar regra fiscal, acaba com caráter educacional

Por Victor Irajá Atualizado em 10 nov 2021, 16h22 - Publicado em 10 nov 2021, 16h21

Idealizador do Bolsa Escola, programa que instalou as bases do Bolsa Família, o ex-senador Cristovam Buarque (Cidadania-DF) fez duras críticas ao cambalacho protagonizado pelo governo de Jair Bolsonaro para furar o teto de gastos e consolidar o Auxílio Brasil, por meio da PEC dos Precatórios. “O auxílio é um cheque sem fundo, porque vai sendo corroído pela inflação. Se não respeitar o teto, é quebrada a base central de qualquer economia forte do mundo, a confiança”, diz ele ao Radar Econômico. “Bolsonaro acabou com o programa e com a regra fiscal. É muito grave”.

“Votei pela PEC do Teto e considero um dos melhores votos que dei. Dois mais dois é igual a quatro. Se arrecadamos quatro, não podemos gastar cinco. Não sou negacionista”, faz troça.

Buarque instituiu o Bolsa Escola em 1995, quando governador do Distrito Federal, e desenhou as bases para o programa do governo Fernando Henrique Cardoso, que baseou, por sua vez, o Bolsa Família de Luiz Inácio Lula da Silva. “O programa perdeu sua característica educacional. O Bolsonaro enterra de vez. O auxílio não é transformador, como uma bolsa. Ele é só uma assistência”, afirma.

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