A fortuna que Neymar deixa na mesa ao se despedir da Seleção
Atacante preserva seus principais patrocínios, mas abre mão de gatilhos comerciais que podem render dezenas de milhões em uma única convocação
Neymar não perderá salário ao se aposentar da Seleção — a CBF não remunera jogadores mensalmente — nem deve ver desaparecer sua carteira regular de patrocinadores. O prejuízo está em uma receita menos visível: as campanhas publicitárias ativadas apenas quando ele veste a camisa amarela.
A convocação para a Copa de 2026, por exemplo, destravou ações com Puma, Red Bull e Mercado Livre avaliadas em cerca de R$ 30 milhões. O dinheiro teria sido mobilizado em menos de uma hora, com três publicações vinculadas ao retorno do atacante à Seleção.
Neymar também havia negociado outras oito campanhas para o caso de o Brasil conquistar o hexa. Os valores não foram divulgados. Ao todo, portanto, a participação na Copa colocou em jogo uma carteira de 11 ações comerciais diretamente ligadas à Seleção.
As campanhas condicionadas ao título já foram perdidas com a eliminação brasileira. O valor deixado na mesa pela aposentadoria está nas próximas competições, sobretudo na Copa América de 2028. Se apenas o pacote ativado pela convocação de 2026 fosse repetido, a renúncia comercial chegaria a pelo menos R$ 30 milhões.
Isso não significa que Neymar perderá toda a renda fora dos gramados, estimada pela Forbes em cerca de R$ 143 milhões anuais. O atacante manteve receitas próximas desse patamar mesmo durante os quase três anos em que ficou afastado da Seleção.
O adeus à camisa amarela, portanto, não desmonta a marca Neymar. Mas fecha uma janela capaz de produzir, em poucos minutos, uma receita que muitos atletas não acumulam durante toda a carreira.







