A dúbia expectativa para o último movimento do BC antes da posse de Lula
VEJA Mercado: membros do Copom se reúnem nesta semana para definir os rumos da política monetária do país
Não há consenso no mercado para o resultado da última reunião do Conselho de Política Monetária (Copom) do ano e, por consequência, antes da posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Os economistas do Santander apostam na manutenção da taxa Selic no atual patamar de 13,75% ao ano, mas ressalta que a comunicação do Banco Central pode ser mais dura em função da elevação do risco fiscal no país. “A evolução fiscal gerou muita volatilidade nos ativos brasileiros ultimamente, e há pouca clareza sobre as perspectivas. Embora acreditemos que as próximas comunicações do BC possam mostrar um tom mais elevado em relação aos riscos fiscais, acreditamos que uma mudança no curso da política monetária é prematura neste momento”, avalia a instituição em relatório enviado a clientes.
Por outro lado, a Genial Investimentos já trabalha em uma mudança na curva de juros já nesta reunião de dezembro, que acontece entre os dias 6 e 7 de dezembro. “Mais gastos do novo governo geram aumento da demanda e queda da taxa de desemprego, que deverá fechar 2022 próximo a 8% da força de trabalho, já muito perto do nível que começa a gerar pressão inflacionária. Neste cenário, o próximo movimento do Banco Central deverá ser para cima, ao contrário do que estava sendo esperado até este momento”, avaliam os economistas da corretora. Apesar da dúbia expectativa, o último Boletim Focus, que leva em conta a média das projeções do mercado, aponta para uma manutenção na taxa de juros do país em 13,75% ao ano.
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