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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

A corrida antecipada pelos cargos de diretores na Aneel

Agência de energia tem poder bilionário nos negócios do setor, o que inclui o negócio do gás

Por Josette Goulart 3 dez 2021, 17h37

A corrida política para um cargo de diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica já começou, com quase seis meses de antecedência. O ministro de Minas e Energia nega que já tenha indicado um nome, mas a informação que correu por Brasília nesta semana foi a de que o ministério teria indicado o nome de Agnes da Costa para uma vaga que só abre em maio. Isso levou os interessados a começar a se mexer. A agência tem uma importância vital e bilionária no mundo dos negócios de energia e gás, e também na dos políticos. Além de Agnes,  o ministro também teria recomendado a recondução de Helvio Guerra. A indicação de ambos já era uma sinalização a senadores para que votassem a favor da PEC dos precatórios.

Mas a discussão antecipou também as articulações para o cargo de diretor-geral. A indústria do gás, que conseguiu emplacar as térmicas na famigerada Medida Provisória da Eletrobras, aposta no nome Efraim Cruz, que já é diretor da Aneel. O centrão articula pelo nome de Sandoval de Araújo Feitosa, que também já é diretor. Por fora, corre André Pepitone, que é o atual diretor-geral e não poderia ser reconduzido, mas tenta articular para mudar a lei e tentar assim um novo mandato.

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